sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Área 2010


Publicado no Jornal Virtual Área 22, em 18 de novembro de 2009

Na ocasião do lançamento do ÁREA 22, felizes em podermos participar de mais um momento histórico no universo da comunicação social da nossa região, parece interessante ensaiarmos um panorama breve e superficial, se não a nível regional, ao menos a nível de alguns dos principais municípios da Região dos Lagos.


Em Cabo Frio e São Pedro da Aldeia, o movimento de pré-candidaturas articula-se com os adesivos pré-eleitorais. Em 2007, fizemos, em jornal local, uma análise semelhante – ainda que à época um tanto tragicômica – sobre esse objeto simbólico de ensaio político. De lá para cá, a legislação eleitoral apertou o cerco e, hoje, adesivos com referência a nomes de pré-candidatos são proibidos, caracterizados como campanha extemporânea. A solução encontrada foi criar adesivos com desenhos, letras e logomarcas que remetessem aos pré-candidatos. É o caso do Presidente e do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cabo Frio, respectivamente, Alfredo Gonçalves (Pré-candidato a Deputado Estadual pelo PPS) e Silvan Escapini (Pré-candidato a Deputado Federal PSC); da Vice-Prefeita de Cabo Frio, Delma Jardim; e do ex-Presidente da Câmara Municipal de São Pedro da Aldeia, Cláudio Chumbinho, ambos pré-candidatos a Deputado(a) Estadual, respectivamente, pelo PP e PT. O Secretário de Desenvolvimento da Cidade e Ambiente de Cabo Frio, Carlos Victor, afirmou ter abandonado as pretensões de ser pré-candidato a Deputado Federal pelo PSB, mas a julgar pelas movimentações do partido, das conversas de esquina e do adesivo desfraldado pelos carros na cidade, parece que a história será diferente. Lembramos que a legislação eleitoral permite os adesivos, desde que a logomarca não seja usada na campanha, o que caracterizaria, aí sim, propaganda extemporânea.


Há outras candidaturas em Cabo Frio que não seguiram o mesmo processo. São os casos de Jânio Mendes, do PDT, que articula campo eleitoral em Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo; Juarez Lopes do PV, Cláudio Leitão do PSOL, Emanuel Fernandes do PSC, sem falar em Paulo Cotias do PSB e Fernando do Comilão do PSDB, todos na luta pela pré-candidatura estadual. Paulo César, do PR, e Bernardo Ariston, do PMDB, atuais Deputados Federais pela região, buscam a reeleição também de maneira silenciosa por enquanto. Paulo Melo, atual Deputado Estadual pela região também, tem buscado ampliar seu campo eleitoral para além de Saquarema, especialmente em Cabo Frio, onde já recebeu apoio declarado do Prefeito Marquinho Mendes. O atual Deputado Estadual também pela região, Alair Corrêa, afirma que não irá concorrer à reeleição em 2010. Há quem desconfie da postura. Nós entendemos que deverá ser assim mesmo – provavelmente com dívidas da campanha de 2008 ainda a pagar e a esperança de ainda assumir a Prefeitura até 2012, é muito mais interessante para Alair fazer como Marquinho e, por motivos financeiros e de articulação política, apoiar candidatos externos – e parece que o “Paulo Melo” de Alair será Rafael Picciani, do PMDB.


Há ainda outras candidaturas ensaiadas com mais timidez, isso sem falar das surpresas que poderão aparecer. Em Cabo Frio, o DEM se movimenta em direção a filiações, e pode lançar nomes para 2010. O PT, seguindo o exemplo do PDT, deve buscar a articulação partidária regional. O partido de Lula, em Cabo Frio, deve apoiar Cláudio Chumbinho.


Como se vê, o fato é que as eleições, sejam locais, regionais, estaduais ou regionais, começam cada vez mais cedo. Outra conclusão clara é o time de pré-candidaturas estaduais inchadíssimo e o de federais magérrimo. Nas eleições de 2010, a tônica parece ser mesmo a articulação regional, que às vezes garante mais votos para um candidato fora de sua cidade que dentro dela. Os nomes com exposição apenas em seus municípios largam atrás, mas podem surpreender. As dobradinhas com candidatos “de fora” da região tendem também a fortalecer as candidaturas locais, tanto financeiramente quanto na articulação com municípios fora do raio de ação do candidato da nossa região. Sem dúvida, será um período de campanha mais técnico, menos combativo e mais “light” do que o de 2008, por causa da dispersão geográfica de candidaturas, das crises financeiras pessoais dos candidatos e da nova tendência política que favorece os candidatos “paz e amor” em detrimento dos “extremistas”. É esperar para ver: os ensaios já começaram.



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