sábado, 28 de novembro de 2009

Muros


Publicado no Jornal Folha dos Lagos, em 28 de novembro de 2009.

Quem é mais amado: o antiético sincero ou o falso bom-moço? Não sabendo responder a pergunta, vesti a carapuça do primeiro e assumo estar plagiando a reflexão do companheiro Clóvis Eduardo, que em seu blog aldeense relatou uma frutuosa reflexão sobre grandes muros da humanidade. Da muralha da China à “muretinha da alegria” da atual administração aldeense (escândalo do muro do campo de futebol no bairro Nova São Pedro, com 30 metros de comprimento por 80 centímetros altura, que custou incríveis R$ 19.912,10 aos cofres públicos), o blogueiro cita o Muro da Cisjordânia (iniciado em 2002 para separar Israelenses e Palestinos) e o projeto de muros da dupla moralista-dinâmica Cabral/Paes, no Rio de Janeiro, que pretende isolar 19 comunidades, a começar pelo Santa Marta, removendo 550 casas em cerca de 11 quilômetros de concreto.

Ao comemorarmos neste mês, especificamente no dia 9, os 20 anos da queda do Muro de Berlim, e ao observarmos o recente escândalo do muro aldeense, queremos contribuir com a lembrança de outros muros que nos cercam por essas bandas de cá.

Plagiando reflexões da companheira Martha Alves, o Morro do Telégrafo é um dos nossos muros. Ele divide a bela Cabo Frio balneária da Cabo Frio dotada de mazelas e problemas sociais, o além-Jacaré. Os chamados “muristas” da política municipal também entram em cena, equilibrando-se nos tijolos amarelos, ao não decidirem de que lado estão na governança municipal – e eles são muitos, devido não só às suas próprias personalidades, transbordantes de interesses pessoais, mas também à própria fragilidade e falta de rédeas da atual administração citadina, que, recentemente, jogou para o outro lado do muro cerca de 700 contratados, movido por uma decisão judicial, ao invés de fazê-lo homeopaticamente, esclarecendo, discutindo e debatendo com a população.

Quanto a esse fato, cabe indagar ainda qual o critério judicial utilizado para gerar as demissões. Contratos temporários recentes? Talvez freqüências de comparecimento aos órgãos públicos correspondentes, ou ainda, análises de produção, seriam mais coerentes para determinar quem seria ou não demitido. Assim sendo, veríamos que há Secretários, Coordenadores e medalhões que mereceriam bem mais serem escorraçados para o outro lado do muro do que muitos dos cerca de 700 cidadãos do caso em tela.

O muro da crise financeira tem falado mais alto na cidade, ainda que seja uma construção, por enquanto, imaginária – não o vemos, não o sentimos tanto, mas o muro é alegado como motivo de separação entre as políticas públicas desejadas e realizadas. Falta ainda alguém mostrar o tamanho do muro, se ele existe ou não, onde ele está, as notas de compra dos materiais. Fica fácil dizer que há crise sem mostrar equiparações entre receitas e despesas, como fica fácil informar ao proprietário que o muro foi construído por correspondência...

Enquanto isso, a cidade ainda abriga muros de lamentações de quem outrora exercia atitudes semelhantes no mesmo poder. Choram suas mágoas batendo nos tijolos, não porque sejam tão diferentes, mas simplesmente porque deixaram seus lugares serem ocupados no lado rentável da mureta profano-sagrada.

De muros em muros, plágios em plágios, vamos construindo nossas fortalezas de medo e segregação, dentro ou fora de nós, da cidade, de casa. Ainda bem que, quando criança, aprendemos a pulá-los, em busca do fruto proibido, da bola perdida, ou do esconderijo perfeito em nossas brincadeiras pueris.

PEDe pra sair!


Publicado no Jornal Virtual Área 22, em 27 de novembro de 2009 - www.area22.com.br

Na última semana, o Partido dos Trabalhadores passou pelo que denomina PED – Processo de Eleições Diretas. O PED é um sistema nacional, no qual todos os Diretórios municipais, estaduais e o nacional passam por eleições livres e diretas, ou seja, todos os filiados do partido, guardadas algumas exigências do estatuto – como o filiado estar quite com a contribuição anual – podem participar e votar nos candidatos a presidentes dos respectivos Diretórios, em momento que envolveu, segundo dados do próprio Partido, cerca de meio milhão de brasileiros.

O PED deste ano mostrou mais uma vez o que é motivo de discussão em todo o país – o PT é uma colcha de retalhos políticos. O debate se dá em torno da valoração desta diversidade, ou seja: é bom ou ruim que o PT tenha diversas “linhas”?

Em primeiro lugar, devemos pensar macro, em termo de instituições. Não há instituições de massa e com razoável tempo de existência que não tenham “linhas”, levando-se em conta a relatividade desse “tempo” de existência, que, para partidos político, é um; para instituições religiosas, por exemplo, é outro.

Em nível nacional, a disputa foi barbada (sem piadas sobre a estética presidencial) para a chapa defendida pelo Presidente Lula, ainda que houvesse várias outras chapas, cada uma com sua “linha” de análise da identidade petista. No Estado do Rio, a disputa vai para o segundo turno, com vantagem para a chapa que defende a candidatura do Prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, para Governador, contra a chapa que defende o apoio a Sérgio Cabral, visando uma “verticalização” com a Nacional. Se no PED nacional a questão é a visão ideológica do partido, digamos, no campo estadual, a briga se reduz ao apoio àquele ou a este candidato.

Em nível municipal, parece-nos, não foi diferente. A chapa que elegeu o Coordenador-Geral de Meio Ambiente de Cabo Frio, Alcebíades Terra, ratifica o domínio da legenda pelo atual governo, mas é evidente que há dissidência dentro do Partido. Foi o que vimos quando o PT se reuniu em 2008 para definir com quem ficaria nas eleições municipais – a legenda foi disputada por três candidatos.

Hoje, o governo municipal, capitaneado pelo PSDB, partido do Prefeito, mantém sua força fundamental no PT, partido do Secretário de Governo e inimigo número um dos Tucanos em nível nacional. Tendo ainda como base municipal partidos igualmente antagônicos em nível nacional, como no caso do DEM e do PSB, cabe optarmos pelas duas possibilidades de visão: a romântica, que diria ser tal arco de alianças um “sinal da diversidade e da habilidade política do governo em agregar os diferentes” ou uma visão mais realista, segundo a qual “as diferenças partidárias, as disputas internas no principal partido da base aliada – o PT – e as próprias dificuldades de administração financeira e de habilidade política do governo em lidar com a crise podem afundá-lo”.

Cabe fazer a opção de qual visão queremos ter do processo. O fato é que, hoje, o Governo parece ter diferentes linhas dentro de si, quase nada ideológicas como as do PT nacional e quase nada diferentes entre si. Cada linha dessa, hoje, já se arruma em torno de um ou mais partidos. São eles(as): PT; PP; PPS junto com o DEM; e PSB - esses são os quatro subgrupos, sem dúvida, dentro do macro-grupo do governo. Cada linha dessas, comandada por um ou no máximo dois nomes, tem uma atuação e uma visão diferente dentro da governabilidade municipal. Dos quatro, três estarão na arena das eleições do ano que vem. Um, parece-me, se guardará para lançar o candidato à sucessão de 2010, que, provavelmente, sairá de um partido que não faz base com o PSDB em nível nacional.

Previsões à parte, cabe esperar a disputa em meio a essa salada de frutas políticas, onde, seja a favor ou contra o governo, quem pede e não ganha, pede pra sair.

sábado, 21 de novembro de 2009

HERÓIS E VILÕES


Publicado no Jornal Folha dos Lagos, em 21 de novembro de 2009


Comemorando ontem o Dia da Consciência Negra, cabe lembrarmos de outros dois fatos que povoaram os noticiários nas últimas semanas, a saber, o caso da aluna da expulsa da UNIBAN e a demissão de 700 contratados da Prefeitura de Cabo Frio.

Aparentemente, esses dados nada tem a ver uns com os outros. Porém, cabe-me recorrer a um dos maiores antropólogos da contemporaneidade, Clifford Geertz, e acompanhar sua reflexão. Ao analisar discursos de Lévi-Strauss, Geertz entende que os maiores problemas da sociedade não estão no embate entre etnocentrismos, racismos, globalizações que oprimem as culturas ou extremismos culturais que as fechem em si mesmas. Para Geertz, o grande problema histórico ainda é vivermos numa sociedade onde dividamos todos os fatos e pessoas em heróis ou vilões.

A idéia de Geertz não é justificar racismos ou ações de opressão contra culturas frágeis. Ao contrário, seu objetivo é auxiliar movimentos sociais contemporâneos, como o movimento negro, LGBT e outros a adquirirem uma essência cada vez mais irrefutável, para que possam alcançar seus direitos sem possibilidades de serem atacados como meros "repetidores da história".

A questão negra no Brasil, hoje, merece a aplicação desse pensamento para se desenvolver. O estabelecimento de cotas raciais em universidades e a possibilidade da inserção de outras políticas públicas semelhantes na sociedade, como as cotas para negros em programas de televisão (medidas às quais, hoje, posso dizer, sou favorável) mostram que o movimento negro encontrou seu lugar e se articulou pelos seus direitos. O pensamento de Geertz, porém, ajudaria a não dispersar a proposta – se os negros foram vistos como vilões da história, no passado, pelos colonizadores, não parece justo que, hoje, negros tenham a mesma posição diante de povos e etnias semelhantes. Seria simplesmente repetir o mesmo sentimento, mudando apenas os personagens. Apesar do preconceito persistir nas escolas e nas ruas, aqueles marinheiros portugueses já morreram, e suas chibatas, com a luta do grande João Cândido, que em 2010 faria 100 anos, já apodreceram. Negros e portugueses não são, hoje, nem heróis nem vilões da história – são povos que buscam seus direitos.

No caso da menina expulsa da UNIBAN, há reflexão semelhante. Ela tornou-se a nova heroína nacional, e os alunos da UNIBAN, taxados de retrógrados, fascistas e moralistas, os vilões. Em primeiro lugar, existem alunos e alunos na UNIBAN, como em qualquer universidade – nem todo mundo estava no corredor, nem todo mundo xingou. Em segundo lugar, parece que só a UNIBAN possui mentes retrógradas, que às vezes estão nas cabeças daqueles que escreveram contra aqueles jovens ou em nossas universidades locais, seja na sala de aula ou na dos professores...em terceiro lugar, o assunto ainda está muito mal explicado – recuso-me a acreditar que, num ambiente machista como o nosso, uma menina passaria pelo corredor com um vestido curto e seria xingada pelos rapazes, ao invés de cortejada ou "cantada"! É muito difícil imaginar que um vestido curto tenha causado uma reação ofensiva: há um hiato social nesse caso. Nada justifica a expulsão da aluna, nem a reação ofensiva dos demais alunos, mas é muito mais fácil usar os alunos da UNIBAN como vilões antiquados, porque nós mesmos precisamos auto-afirmar a modernidade que não temos. Foi muito mais fácil definir a menina como heroína, mártir da liberdade feminina, causa que nós defendemos tanto, mas que quase nunca conseguimos praticar com nossas esposas e namoradas. Fácil criar heróis e vilões para aliviar nossos próprios defeitos.

Finalizando, no caso das demissões da Prefeitura de Cabo Frio, cabe também considerações. O Governo não pode ser vilão por ter cumprido uma ordem judicial, diante de uma situação de sobrecarga de contratos que vem de muitos anos. Porém, também não pode ser considerado herói, porque não teve carinho, zelo pelo funcionário, nem habilidade política para demitir aos poucos, aliviando a carga de pressão da opinião pública. Mostrou desleixo, mais uma vez, com a “gente” para quem diz governar, ao comunicar as demissões por meio de um papel colado na parede.

Nem melhor, nem pior, apenas diferente – nem heróis, nem vilões, apenas humanos. Quando aprendermos (e eu me incluo sobremaneira nisso) que as atitudes são boas ou ruins; as ações é que são heróicas ou tirânicas, mas as pessoas, na verdade, são um complexo que une essas duas dimensões, aí sim, aprenderemos o que, de fato, é o respeito pela pessoa humana, a democracia, o amor, a aceitação da cultura alheia – seremos, de fato e sem discursos demagógicos, gente.

Migalhas...


---------- Por intermédio do amigo blogueiro Totonho, estive ontem com a Professora Yone Nogueira - uma sumidade. Aos 81 anos, dá um banho de conhecimento, delicadeza e lucidez em qualquer um de nós. É um patrimônio vivo da cidade.


---------- Quem anda sumidinho mas ligado neste blog é o ex-Vereador Alexandre de Alair. Mais um leitor assíduo.


---------- As demissões da Prefeitura Municipal de Cabo Frio mostram a imaturidade política do Governo, em pequenos detalhes. Demissões homeopáticas ao logo do ano dariam abertura a discursos constantes que ajudariam a aliviar a carga de pressão política da decisão judicial. Ao invés disso, resolvem demitir todo mundo junto, próximo ao feriado de Zumbi dos Palmares, próximo às festas de fim de ano. Um administrador de condomínio faria bem melhor. Desse jeito não dá para acreditar em "Governo da gente", nem em "uma nova visão política" na administração da cidade.


---------- Muito bom o programa do Jornal Completo na Cabo Frio TV Canal 10. A redação do periódico se junta numa mesa de debates, para sabatinar um entrevistado. A entrevista, reproduzida na edição seguinte do jornal, é exibida na tv, com um ar descontraído, informal e intimista. Octávio Perelló, Totonho, Milton Alencar e cia. colocaram Ivo Saldanha na roda de conversa na semana passada; nesta semana, o entrevistado foi Rodrigo Rodrigues, que interpreta a personagem Monaira Manon, sucesso em toda a cidade. Um primor de entrevista.


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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Área 2010


Publicado no Jornal Virtual Área 22, em 18 de novembro de 2009

Na ocasião do lançamento do ÁREA 22, felizes em podermos participar de mais um momento histórico no universo da comunicação social da nossa região, parece interessante ensaiarmos um panorama breve e superficial, se não a nível regional, ao menos a nível de alguns dos principais municípios da Região dos Lagos.


Em Cabo Frio e São Pedro da Aldeia, o movimento de pré-candidaturas articula-se com os adesivos pré-eleitorais. Em 2007, fizemos, em jornal local, uma análise semelhante – ainda que à época um tanto tragicômica – sobre esse objeto simbólico de ensaio político. De lá para cá, a legislação eleitoral apertou o cerco e, hoje, adesivos com referência a nomes de pré-candidatos são proibidos, caracterizados como campanha extemporânea. A solução encontrada foi criar adesivos com desenhos, letras e logomarcas que remetessem aos pré-candidatos. É o caso do Presidente e do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cabo Frio, respectivamente, Alfredo Gonçalves (Pré-candidato a Deputado Estadual pelo PPS) e Silvan Escapini (Pré-candidato a Deputado Federal PSC); da Vice-Prefeita de Cabo Frio, Delma Jardim; e do ex-Presidente da Câmara Municipal de São Pedro da Aldeia, Cláudio Chumbinho, ambos pré-candidatos a Deputado(a) Estadual, respectivamente, pelo PP e PT. O Secretário de Desenvolvimento da Cidade e Ambiente de Cabo Frio, Carlos Victor, afirmou ter abandonado as pretensões de ser pré-candidato a Deputado Federal pelo PSB, mas a julgar pelas movimentações do partido, das conversas de esquina e do adesivo desfraldado pelos carros na cidade, parece que a história será diferente. Lembramos que a legislação eleitoral permite os adesivos, desde que a logomarca não seja usada na campanha, o que caracterizaria, aí sim, propaganda extemporânea.


Há outras candidaturas em Cabo Frio que não seguiram o mesmo processo. São os casos de Jânio Mendes, do PDT, que articula campo eleitoral em Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo; Juarez Lopes do PV, Cláudio Leitão do PSOL, Emanuel Fernandes do PSC, sem falar em Paulo Cotias do PSB e Fernando do Comilão do PSDB, todos na luta pela pré-candidatura estadual. Paulo César, do PR, e Bernardo Ariston, do PMDB, atuais Deputados Federais pela região, buscam a reeleição também de maneira silenciosa por enquanto. Paulo Melo, atual Deputado Estadual pela região também, tem buscado ampliar seu campo eleitoral para além de Saquarema, especialmente em Cabo Frio, onde já recebeu apoio declarado do Prefeito Marquinho Mendes. O atual Deputado Estadual também pela região, Alair Corrêa, afirma que não irá concorrer à reeleição em 2010. Há quem desconfie da postura. Nós entendemos que deverá ser assim mesmo – provavelmente com dívidas da campanha de 2008 ainda a pagar e a esperança de ainda assumir a Prefeitura até 2012, é muito mais interessante para Alair fazer como Marquinho e, por motivos financeiros e de articulação política, apoiar candidatos externos – e parece que o “Paulo Melo” de Alair será Rafael Picciani, do PMDB.


Há ainda outras candidaturas ensaiadas com mais timidez, isso sem falar das surpresas que poderão aparecer. Em Cabo Frio, o DEM se movimenta em direção a filiações, e pode lançar nomes para 2010. O PT, seguindo o exemplo do PDT, deve buscar a articulação partidária regional. O partido de Lula, em Cabo Frio, deve apoiar Cláudio Chumbinho.


Como se vê, o fato é que as eleições, sejam locais, regionais, estaduais ou regionais, começam cada vez mais cedo. Outra conclusão clara é o time de pré-candidaturas estaduais inchadíssimo e o de federais magérrimo. Nas eleições de 2010, a tônica parece ser mesmo a articulação regional, que às vezes garante mais votos para um candidato fora de sua cidade que dentro dela. Os nomes com exposição apenas em seus municípios largam atrás, mas podem surpreender. As dobradinhas com candidatos “de fora” da região tendem também a fortalecer as candidaturas locais, tanto financeiramente quanto na articulação com municípios fora do raio de ação do candidato da nossa região. Sem dúvida, será um período de campanha mais técnico, menos combativo e mais “light” do que o de 2008, por causa da dispersão geográfica de candidaturas, das crises financeiras pessoais dos candidatos e da nova tendência política que favorece os candidatos “paz e amor” em detrimento dos “extremistas”. É esperar para ver: os ensaios já começaram.



Novidades na imprensa regional


---------- Foi lançado hoje o jornal virtual ÁREA 22, que veiculará notícias de toda a Região dos Lagos com velocidade, senso crítico e inteligência, sob as bases do trabalho de Mariana Ricci e Thadeu Burached, menos desconhecido em tempos remotos como "Barney". Fiquei honrado em poder participar com meus pitacos em mais esse veículo de comunicação regional que atende no endereço http://www.area22.com.br/

---------- O colunista político é o mais bonito e simpático, dizem...

---------- Outro lançamento prestes a estourar na cidade é a REVISTA FONTE, sob o comando de Rafael Carvalho e cia. A Revista vem em boa hora, num momento em que esse mercado, a nível regional, então preenchido pela Revista Cidade, decai e abre espaço para novas investidas. Com tiragem de 10.000 exemplares e um portal na internet, a REVISTA FONTE promete vir para ficar.

---------- Estes dois novos intrumentos de imprensa regional mostram uma nova cara jovem da ocmunicação local. Novos atores sociais que promovem liderança de informação e preocupam as velhas raposas que ainda vivem do clientelismo jornalístico, trocando suas opiniões e reportagens de muitas páginas por patrocínios e favores. É um novo tempo na imprensa regional que começa a se desenhar, para que a cidade tenha mais a cara da sua juventude.

---------- Mas não é só isso: Tomaz Baggio e Renata Cristiane também têm arrebentado com um programa diário matinal na Rádio Sucesso FM. Mais informações em breve...

---------- Acabou? Não. Teremos jornal novo na cidade muito em breve. Cores, formato e qualidade diferente, tons menos politiqueiros e mais culturais, numa visão da cidade menos arraigada e mais "de fora", algo que precisamos por aqui...os idealizadores estavam empolgados na última terça-feira.

---------- Os coronéis estão caindo, mas os republicanos também não estão lá grandes coisas...então o jeito é apelar para os revoltosos, os jovens e os loucos...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Migalhas...


---------- Eisenhower Dias Mariano foi reeleito presidente da OAB Cabo Frio, vários votos à frente do candidato apoiado pelo atual presidente da OAB/RJ, Wadih. Pela composição da chapa, porém, e algumas manifestações de apoio, parece que a estrutura de apoio ao referido candidato vinha de bem mais perto do que da Capital...

---------- Eisenhower tem desenvolvido grande trabalho frente à OAB/Cabo Frio, atuando com ética e visualizando a integração da instituição com diversos seguimentos sociais. Mereceu continuar, tem meu respeito e admiração.

---------- A desistência da candidatura de Carlos Victor à Câmara Federal é tão "acreditável" quanto a idéia de que os alunos da UNIBAN tiveram aquela reação simplesmente porque uma menina estava de vestido curto. Parece que vamos ter que fundar, imitando a Escola de Samba de Belford Roxo, o G.R.E.S. Inocentes de Cabo Frio...

---------- Espalha-se na cidade a comparação do Governo com a estrutura feudal, dividida em seguimentos dentro do próprio Governo. Agora, parece que os feudos começam a se materializar em partidos políticos. Basta olhar para as filiações do DEM e do PSB e notar a diferença de visão entre os seus integrantes, no que diz respeito a forma como enxergam o próprio governo...

---------- Agora são cinco os pré-candidatos do eixo Cabo Frio-São Pedro que lançaram seus adesivos pré-eleitorais, sem nome, apenas com logotipo. A legislação permite, desde que o mesmo símbolo não seja usado na campanha.

---------- Dos cinco, dois pleiteam a candidatura federal.

---------- Teve gente se mordendo essa semana por causa da cena da novela "Viver a Vida", onde a cidade de Cabo Frio aparecia associada ao crime. Pediram manifestações, cartas, etc. Engraçado, somos muito corajosos para reclamar com a Globo lá de Jacarepaguá, mas não movemos muitas palhas, por exemplo, em relação a aumentos de passagem e outros desmandos locais. É bem mais fácil bater de longe e ser revolucionário com o "sistema", tendo medo de encarar o fanfarrão que mora no final da rua...

---------- A isso soma-se o fato de alguns cidadãos locais estarem se mordendo pela visibilidade que, bem ou mal, a vizinha Búzios alcançou com suas citações na novela - mesmo que algumas filmagens sejam enganosamente realizadas em Angra...

sábado, 14 de novembro de 2009

O APAGÃO E O INDOLENTE - Um conto de aniversário da cidade


Publicado no Jornal Folha dos Lagos em 14 de novmebro de 2009.

Caramba! – não foi isso que disse, mas o horário de circulação do jornal não permite palavras menos pudicas. Numa bela noite de quarta, onde jogos aconteciam, traições se desenrolavam e arrastões eram desenhados, a escuridão resolveu passar um golpe de capoeira da Lapa em todo mundo e jogar seu charme sobre as ruas da cidade. A menina ficou presa no elevador; o pivete perdeu sua arma; o tarado ficou feliz e o indolente... bem, o indolente foi beber. No escuro, num apagão que o Ministro disse provocado pela natureza (sempre sobra para ela), havia mais uma desculpa para o indolente não quebrar sua própria rotina e permanecer na inatividade.

O indolente vem de longe: o avô do seu tataravô é o Aurélio, o tal que gosta de dicionários – para quem não sabe, o Aurélio é um arquétipo, um Avatar dos mais antigos, existe desde sempre, e estava por estas terras antes mesmo dos indígenas. O Aurélio define o indolente como preguiçoso, insensível, apático e negligente. Talvez por isso, muitos tenham chamado o tataravô paterno do indolente, o índio tupinambá que possuía um puxadinho na Boca da Barra, de indolente. Nada a ver: Malinowiski lembra que o preconceito com o índio devia-se ao fato dele não se sentir estimulado em trabalhar num regime remunerado materialmente, já que sua empolgação com a labuta tinha cunho estritamente religioso, ritual e comunitário.

O fato é que o nosso indolente dos dias atuais teve outros parentes históricos em Cabo Frio. Um deles, outro tataravô, dessa vez por parte de mãe, habitou a Europa no final do século VII – era um Rei Merovíngio, de um grupo que a história chamou de Reis Indolentes: esqueceram do Império e se entregaram aos comes, bebes e...bem....comes. A história que deu aos indígenas o apelido de indolentes esqueceu um pouco de seus reis que deixaram de lado o poder da cidade, assumido pelos Prefeitos do Palácio (mordomos do paço), fazendo Martel e Pepino darem impulso à substituição dos Merovíngios pela nova dinastia Carolíngia nos idos do século VIII. Quando o indolente se entrega à indolência, outro mais esperto toma seu lugar.

Assim fez nosso indolente contemporâneo na quarta – usou a desculpa da falta de luz para se entregar ao descanso de um trabalho que nunca fez. Talvez nós, cabofrienses, sejamos indolentes matrilineares – descendentes mais dos preguiçosos reis merovíngios do que dos trabalhadores tupinambás, erroneamente tachados como indolentes. No poder ou fora dele, usamos as desculpas de apagões provocados pela natureza para mantermos nossa doce indolência.

No poder, o apagão da crise financeira sacraliza a indolência de alguns, gerando inércia de políticas públicas que mais precisam de vontade que de dinheiro. Fora do poder, apagões da falta de acesso à cidade e do “nada vai mudar mesmo” ou ainda o apagão do “quero é viver minha vida”, justificam nossa própria indolência, que não se move diante das injustiças da cidade, nem reivindica seu próprio direito. Dessa maneira, a indolência de um lado cumprimenta a indolência do outro, e da mesma forma que aconteceu aos reis merovíngios, abre-se espaço para que outros espertos tomem o lugar do poder governamental ou da ação popular, não em defesa de interesses comuns, mas sim para trabalhar, arduamente, pelo sustento da própria indolência bem remunerada.

Mas talvez eu também seja um indolente pós-moderno. Também eu vesti minha camiseta na quarta e fui para o bar curtir minha indolência saborosa na escuridão do Ministro com sobrenome de animal. Também eu sacramento minha indolência ao escrever linhas preguiçosamente diante de uma tela de computador. Então talvez eu também mereça receber um parabéns pela cidade e pela sua histórica indolência curável: basta tirar a culpa do apagão e lembrar que um jantar à luz de velas é bem mais romântico. Parabéns Cabo Frio.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

ERRATA


De acordo com informações do ex-Chefe do Escritório Técnico do IPHAN-Cabo Frio, Manoel Vieira, o Projeto RE-FAZENDA CAMPOS NOVOS não encontra-se inserido no chamado "pacto das cidades históricas" do Governo Federal, como informamos neste blog há poucos dias.


Fica aqui nossa desculpa pela veiculação errada da informação.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Em primeira mão: Logomarca do Projeto RE-FAZENDA CAMPOS NOVOS

Nosso blog recebeu em primeira mão a logomarca do Projeto RE-FAZENDA CAMPOS NOVOS que só será lançada amanhã à noite na Casa dos 500 Anos.



Projeto RE-FAZENDA CAMPOS NOVOS será lançado amanhã



O projeto RE-FAZENDA CAMPOS NOVOS, organizado por um consórcio de Secretaria Municipais de Cabo Frio, será lançado amanhã, às 19h, na Casa dos 500 Anos.

O Projeto insere-se no chamado "PAC" das cidades históricas, que visa a reutilização e valorização de elementos e espaços históricos em cidades que possuam bagagem de inserção na história brasileira, mas que não têm recebido o apreço devido.

O Projeto RE-FAZENDA CAMPOS NOVOS tem como objetivo a revitalização e reutilização do espaço da Fazenda, que ao longo da história contou com a visita de Charles Darwin, com os conflitos sindicais encorajados pelo grande Sebastião Lan, além de ter sido posse efetiva de Jesuítas e local de exploração de escravos.

O governo de José Bonifácio em Cabo Frio despertou o resgate do local, que foi deixado de lado por administrações posteriores e hoje ensaia um retorno de atenção. Atualmente funciona ali a Secretaria de Agricultura e o projeto Compra Solidária. A usina de beneficiamento de leite tem seu prédio construído, mas não há funcionamento.
O Projeto RE-FAZENDA CAMPOS NOVOS visa, além da manutenção e reforma do prédio histórico, a reutilização da área para turismo cultural, além do beneficiamento de produção e escoamento de itens locais, valorizando a cultura regional.

Amanhã será apresentado um documentário sobre a Fazenda, produzido pelo jornalista e blogueiro Ricardo Cox. A logomarca da campanha também será lançada.

Críticas são feitas ao que e a quem achamos que as merecem, e elogios também. O Projeto RE-FAZENDA CAMPOS NOVOS merece aplausos, e mostra que há pessoas no Governo interessadas em trabalhar e produzir para o município, sem usar míticas (e místicas) crises financeiras como desculpa para indolências. Parabéns ao Secretário Beto Nogueira, Jonathas e toda a equipe que gestou o projeto.
Lembro que o Professor Carlinhos, falecido este ano, estava presente na concepção do projeto e com certeza será lembrado amanhã.

Fica a todos o convite.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Novidades na Prefeitura


---------- Foi publicada hoje no Noticiário dos Lagos a lei que altera a reforma administrativa da Prefeitura de Cabo Frio (lei municipal 2239/09 que altera a 2210/09), ou seja, é a alteração da alteração, ou ainda, a reforma da reforma.


---------- A lei em tela ressuscita a Secretaria Municipal de Cultura e reorganiza a estrutura da Secretaria de Turismo (que volta a ser apenas de turismo).


---------- A reforma da reforma apresenta uma estrutura bastante volumosa da Secretaria de Cultura, com seis Superintendências e duas Coordenadorias.


---------- Já a estrutura do Turismo aparece "fininha", mas passa a incluir a Coordenadoria-Geral de Eventos.


--------- Quanto a nomes, oficialmente, apenas a nomeação de Deodoro de Azevedo Neto como Secretário de Administração e a exoneração de Rodolfo Leite do mesmo cargo.


---------- Froilan Moraes assumiu a presidência do DEM. Pode não parecer, mas isso tem consequência direta para as articulações de candidaturas a Prefeito de Cabo Frio em 2012.

sábado, 7 de novembro de 2009

VII CONGRESSO DE HISTÓRIA DA REGIÃO DOS LAGOS



VII Congresso de História da Região dos Lagos
As Cores da História: historiografia, religiosidade e manifestações culturais
Local: Universidade Veiga de Almeida (Auditório Principal - Campus Perynas)

Inscrições abertas:

Setor de Eventos e Setor de Marketing – 1º Andar
Taxa de Inscrição – R$ 30,00 (trinta reais)
O participante receberá Certificado de participação e Cd com os textos das palestras.
Vale 20 horas de A.A.C.C.

Programação :

16/11 – Segunda-feira

18:00 h Exibição do Documentário:

O Estado Novo da Portela (Guilherme José Motta Faria);

18:30 Aula-Espetáculo:

Escravidão: um passado de vergonha

(Teatro de Bonecos Trio de Três- São Gonçalo-RJ)

19:00h - Mesa de Debates

João Gilberto da Silva Carvalho (Doutorando Psicologia Social - UFRJ)
Modernidade: O Tempo da Exclusão.

Guilherme José Motta Faria (Doutorando - História – UFF)
Nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente: Os Acadêmicos do Salgueiro e as transformações estéticas e ideológicas na cultura brasileira - 1959-1972.

Dulce Tupy (Jornalista e Pesquisadora)
O caráter de resistência cultural e a afirmação da identidade do negro, através do Carnaval – 1920 - 1940.

Cleise Campos ( Mestre em História Social e Política do Brasil – UNIVERSO )
História Cultural: O mosaico cultura & educação no Brasil


17/11 – Terça feira

18:00 h Exibição de Documentários:

Jongos, Calangos e Folias (Martha Abreu e Hebe Mattos - LABHOI-UFF)

Gamboa - Histórias de pescador (Rafael Peçanha de Moura)


19:00h - Mesa de Debates

Álvaro Pereira do Nascimento (doutorado UNICAMP e pós-doutorado EUA )
Relações Raciais e Cultura Negra no Brasil

Camila Mendonça Pereira e Camila Moraes Marques (Mestrandas UFF)
A pesquisa histórica em Jongos, calangos e Folias

Paulo Roberto Pinto Araújo
Escravos libertos em Cabo Frio às vésperas da abolição: notas de pesquisa

Rafael Peçanha de Moura (Pós-Graduando em Sociologia Urbana UERJ )
Sociedade de Rede: Cultura, Identidade Social e Histórias de Pescador no bairro da Gamboa (Cabo Frio-RJ)

18/11 – Quarta-feira

18:00 h Exibição de Documentários:

Atlântico Negro - Na Rota dos Orixás ( Renato Barbieri)

Ibiri, Tua boca fala por nós (Nilma Teixeira Accioli)

Prêmio de Público do Festival de Filmes de Pesquisa , do Centre International de Recherches sur les Esclavages (Ecole de Estudes Sociales de Paris).

19:00h - Mesa de Debates

Nilma Teixeira Accioli – (Historiadora e Museóloga.Pós-graduação em História do Rio de Janeiro)
Campos Novos e a Rota Ilegal de Escravos.

Renata Cristiane (História UVA e Jornalismo FACHA)
Homossexualidade a luz da História.

Ângela Vieira Maia (Mestrado História UFF)
Os cristãos novos e a Inquisição no Brasil: Um modelo colonial de convivência

Vanessa Brunow (mestranda em História UFF )
Edward Thompson e suas análises sobre folclore e cultura popular.

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DEPOIS DA OPERAÇÃO LEI SECA...


Se essa moda pega... (TOMARA QUE PEGUE!!!)
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FILIAÇÕES EM TEMPO REAL


---------- Depois do jogador Romário se filiar ao PSB, e Edmundo ao PP, no último dia 21 foi a vez do tetracampeão Bebeto se filiar ao PDT.


---------- Se souberem fazer na política o que fizeram em campo, será um gol para a população, até porque não precisa ser um craque para superar os atuais mandatários...

TOMÁS BAGGIO É O NOVO GANHADOR DO TROFÉU TEIA DE ARANHA


O jornalista Tomás Baggio da Rádio Sucesso FM é o ganhador da terceira edição do Troféu Teia de Aranha, ao "vencer" a enquete popular por um voto frente a Vinicius Canisso. Baggio se junta a Fábio Emecê e à Associação Cultura TRIBAL, vencedores das duas primeiras edições do troféu que "premia" os blogueiros que demoram a atualizar seus instrumentos virtuais.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

ÚLTIMO DIA PARA ESCOLHER O NOVO GANHADOR DO TROFÉU TEIA DE ARANHA



É hoje o último dia para votar na enquete que escolherá o novo ganhador do Troféu Teia de Aranha, que homenageia os blogueiros morosos em atualizar seus instrumentos virtuais. Os candidatos são Tomás Baggio e Vinicius Canisso, com 2 meses de não-atualização. A disputa segue acirrada e, até este momento, encontra-se empatada. persistindo o empate, ambos sairão vencedores.

"Deixa o Obama ganhar o Nobel da Paz. Eu prefiro o Troféu Teia de Aranha." (Lula)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

ERRATA, NOVIDADES NA IMPRENSA DA CIDADE, ENREDOS DE CARNAVAL E FALECIMENTOS

---------- Errata: o programa que elogiamos, apresentado aos sábados pela manhã na Rádio Sucesso, não é capitaneado por Renata Cristiane, que apenas fez uma "participação especial". Mesmo assim, os elogios ficam mantidos.

---------- Novidades: três novidades na imprensa da cidade de Cabo Frio agitam o mês de novembro, cada uma numa área da comunicação social - impressa, virtual e radiofônica. As produções são independentes e tentarão mostrar uma nova cara da imprensa regional. Mais informações serão passadas por aqui. O clima por enquanto é o mesmo do enredo da Unidos da Tijuca 2010: segredo...

---------- Aliás, bons os enredos das escolas do Rio de Janeiro para 2010. O site Samba Rio (www.sambariocarnaval.com) já disponibiliza o download da maioria das composições do próximo carnaval carioca.

---------- Destaco aqui o enredo da Porto da Pedra, muito bem trabalhado sobre a história das vestes, mesclando o dado histórico com o dado sentimental: quem ouve o samba, sentea "vaidade" ´da evolução do tema na sociedade.

---------- A Portela (minha querida) fala sobre a internet; Vila Isabel sobre Noel Rosa; Imperatriz sobre as religiões do Brasil. A Estácio, apesar de estar no Grupo de Acesso, fez lindo samba sobre a identidade social do morador daquela região carioca.

---------- Qual seria o enredo mais coerente para o carnaval Cabo Frio 2010 se a cidade fosse uma Escola de Samba???????


---------- Morre aos 100 anos o antropólogo Lévi-Strauss - O antropólogo francês Claude Lévi-Strauss faleceu na madrugada do último domingo aos 100 anos de idade. Lévi-Strauss era considerado o maior intelectual francês vivo. Ele exerceu uma importante influência sobre as ciências humanas na segunda metade do século 20. Nascido em Bruxelas, na Bélgica, o antropólogo foi um dos fundadores do chamado pensamento estruturalista, segundo o qual os processos sociais são originários de estruturas fundamentais que são frequentemente não-conscientes. De 1935 a 1939, ele organizou e dirigiu várias missões de estudos de tribos indígenas no Mato Grosso e na Amazônia. Em 1955, ele publicou Tristes Trópicos, sua obra mais famosa, que o tornou conhecido no mundo todo. O livro mistura lembranças de viagens, meditações filosóficas e relatos de seus encontros com os índios brasileiros, o elemento central da obra.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Momento Paz e Amor


---------- No espírito do feriadão (sem piadinhas religiosas), resolvo escrever algumas linhas apenas lotadas de paz, amor e elogios. Nada de "ódio no peito" como diz a galera do Jacaré.

---------- Bom o texto do Professor Chicão sobre paz na cultura. Independente de nomes, concordâncias e discordâncias sobre o processo pelo qual as coisas foram conduzidas, temos de concordar que a opção por uma articulação pacífica e atenta ao mesmo tempo é o que de melhor há entre sociedade e poder público, desde que os olhos (de ambos) continuem bem abertos.

---------- Boa também a nova moda do Blog do Totonho ao explorar antigos anúncios que fazem os mais e menos jovens terem saudades de algumas tendências de marketing das antigas.

---------- A enquete realizada por este blog para eleger o ganhador da terceira edição do Troféu Teia de Aranha continua de vento em popa. As duas primeiras edições tiveram como vitoriosos os blogueiros Fábio Emecê e a Associação Cultural Tribal. Cabe lembrar que, em caso de empate, o prêmio será dividido; Cabe também lembrar que tanto Tomás Baggio quanto Vinicius Canisso são grandes comunicadores, na verdade (em minha humilde opinião) os melhores da cidade, junto de Renata Cristiane e outros bons nomes.

---------- O Troféu Teia de Aranha homenageia os blogueiros morosos na atualização de seus intrumentos virtuais, e é muito mais uma brincadeira de paz e amor do que uma crítica ou um desrespeito de qualquer tipo.

---------- Bom saber da notícia da edição 2009 do Congresso de História da Região dos Lagos, promovido pela Universidade Veiga de Almeida. O evento terá como tema "As Cores da História: historiografia, religiosidade e manifestações culturais" e será realizado nos dias 16, 17 e 18 de novembro.

---------- Paz e amor...