ESPECIAL ORÇAMENTO PARTICIPATIVO 2018

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sábado, 31 de outubro de 2009

À CONCURSO


Publicado no Jornal Folha dos Lagos em 31 de outubro de 2009
A língua portuguesa (antes ou depois da nossa malfadada reforma luso-satânico-ortográfica) entende que a crase, embora necessária diante de palavras femininas, pode ser utilizada quando a palavra “moda” encontra-se implícita na expressão. Dessa maneira, os sapatos à Luís XV possuem crase (ainda que nem cadarços possuam), e ainda que Luís seja masculino – mesmo que a história venha a questionar o fato. De igual maneira, entendemos, em nossa louca neologia, que os concursos públicos a explodirem neste final de ano também devam carregar sua crase, já que uma moda lhes parece implícito.

O surgimento de concursos públicos a torto e a direito no final de 2009, porém, manifesta-se como uma moda das administrações públicas apenas de maneira aparente. Os concursos públicos, como as Conferências Municipais, por exemplo, podem ser propostos pelo poder público a qualquer momento, mas estouram neste fim de ano por imposição e determinação de prazo, seja por parte da justiça (no caso dos concursos) ou do Governo Federal (no caso das Conferências). Além disso, temos a proximidade do ano eleitoral, no qual determinadas modalidades de concursos públicos não são permitidos. Nesse sentido, mais que uma “moda” momentânea de administração pública, os concursos atuais são obrigações legais, que caracterizam, em alguns casos, punições aos entes e administradores que não os lançarem.

Por outro lado, há uma outra moda, da parte dos governantes e órgãos em geral, que consiste em anunciar sua própria boa-vontade, bondade e santidade nos lançamentos de concursos, como se, além de um gesto de coragem e carinho pela lisura, fosse o concurso lançado um favor dos administradores oferecido com lágrimas de emoção a uma população com baixo índice empregatício.

Portanto, já que o concurso público, além de moda, é visto como favor, fica fácil imaginar por que os editais são, em geral, mal feitos e displicentes com detalhes caros aos candidatos, posto que a relação entre poder público e cidadãos ainda é vista, em grande parte, como um relacionamento entre doador e receptor, na qual o cidadão, como receptor da oportunidade de emprego, não teria o direito de olhar os dentes do cavalo dado pelo administrador público.

Por causa dessa mentalidade, nosso país não possui, por exemplo, uma legislação clara e minuciosa sobre concursos públicos e editais, que atinja não só os poderes públicos, mas também as empresas organizadoras. Temos ditames legais que garantem o estágio probatório, a obediência ao número de vagas propostas, a ordem de convocação, prazos de duração do concursos, etc., porém, detalhes importantes de editais ficam a cargo das empresas organizadoras: a data das provas, por exemplo, pode ficar em aberto durante todo o tempo da inscrição, assim como as bibliografias não são obrigatórias.

Essas questões, entretanto, não são problemas apenas locais: recentemente, um órgão público federal ligado à cultura lançou edital afirmando que apenas no final de novembro divulgaria a data das provas, ainda que as inscrições comecem semana que vem. Uma Universidade Pública Federal lançou concurso para o quadro administrativo, cujas provas já foram realizadas, omitindo em seu edital, entretanto, qualquer bibliografia. Ao ligarmos para a empresa organizadora e questionar o fato, fomos informados que a mesma “jamais divulga bibliografias em concursos”, dificultando o universo de estudo do candidato, ainda mais em questões educacionais, onde as linhas de análise variam muito entre as obras.

Há, portanto, uma moda de concursos públicos nessa linha primavera-verão de fim de ano. Uma moda, porém, que se utiliza de vestes voluntariosas, a fim de disfarçar imposições jurídicas e displicência com algumas necessidades dos candidatos. Os estilistas dessa moda estranha são, com certeza, os legisladores federais, omissos em regulamentar com especificidade os concursos públicos, seus editais e empresas organizadoras. Cabe a nós, portanto, fazer voltar às passarelas uma moda “retrô” reivindicatória, juntamente às autoridades competentes, para tirarmos de uma vez a fantasia de devedor e vestirmos novamente nossa carapuça de credores e/ou parceiros atentos do Poder Público.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Migalhas


---------- A Redação da FOLHA DOS LAGOS, ávida pelo feriado, aguardava ansiosamente um esquisito articulista enviar sua matéria na tarde de hoje. Quando os ânimos já se exaltavam e os funcionários já planejavam uma forma de eliminar o rapaz, eis que chega o primitivo e desnorteado texto. Bom feriado a todos!


---------- O Jornal Hoje divulgou um estranho caso de universitários de São Bernardo do Campo ofendendo e xingando uma aluna pelos corredores, levando a mesma a ser escoltada pela polícia para sua saída da Faculdade. Segundo a instituição, o motivo foi o vestido curto da vítima.


---------- O Jornal Hoje engoliu a história, e ainda elogiou a fala de um especialista em educação que lembrou ser a universidade o lugar da diversidade. Será que eles realmente acreditam que alunos de uma universidade juntam-se num corredor para criticar e xingar uma mulher só por que ela usa um vestido curto???


---------- Esse é um dos problemas da análise educacional hoje: os especialistas e comentaristas da educação não vivem as relações sociais do alunado. Se vivessem, saberiam que apenas esse motivo não justificaria as imagens impressionantes mostradas.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Mudança na Folha dos Lagos


Comunicamos a todos os esquisitos leitores que acompanham nossa coluna semanal no JORNAL FOLHA DOS LAGOS que a mesma mudará de dia: ao invés de terça, nos encontraremos todos os SÁBADOS na página 2 da Folha, onde continuaremos debatendo os assuntos mais polêmicos da cidade - com intervalos para também escrevermos banalidades, afinal, ninguém é de ferro.

Um abraço a todos (e a todas, como diria o José Serra),

Rafael Peçanha




domingo, 25 de outubro de 2009

Medo do Troféu Teia de Aranha assombra blogueiros da região


---------- Preocupado em entrar na lista dos candidatos ao Troféu Teia de Aranha, o blogueiro e cartunista Zel comunicou-me o endereço de seu novo blog, que agora responde em www.zelhumortotal.blogspot.com.

---------- Zel tem um grande trabalho artístico na cidade de Cabo Frio e tem atormentado blogueiros e políticos com suas caricaturas críticas e criativas.

---------- Por falar em caricatura, um passarinho verde-musgo-quase-azul me contou-me que a retirada da caricatura da coluna do Totonho no jornal COMPLETO deu-se por causa da descoberta do nome do artista autor da mesma. Será?

---------- Se for verdade (espero que não seja), me faz lembrar de uma cidade que, há alguns anos, perseguia e boicotava artistas e cidadãos em geral que se posicionavam contra determinados grupos.

--------- Pode ser que ocorra o que o filósofo Marcos Palmeira disse certa vez "o software da cidade mudou, mas o hardware continua o mesmo"...

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Migalhas do fim de semana - de banheiros a rádios, passando pelas teias de aranha...


---------- Como diria o Falcão do Rappa (leitor secreto deste blog, temeroso em ser preso pelo BOPE por conspiração), "não se fala de outro assunto" - o Banheiro Gate, ou banheiroduto, de São Pedro da Aldeia, é o novo escândalo político da Região dos Lagos.

---------- Muito bom o programa apresentado por Renata Cristiane na Rádio Sucesso, sábado de manhã. Finalmente algo decente e inteligente nas rádios regionais. Tem gente que vive nas ondas e na tv que deve ter feito biquinho...

---------- O Jornal Completo tentou utilizar uma caricatura, mas acabou optando pela foto do mestre dos blogueiros Totonho, em sua coluna no jornal. Esteticamente falando, parece ser mais interessante uma logomarca ou uma tarja preta, até para deleite das leitoras mais exigentes e menos dispostas a sustos diversos...

---------- Nosso blog acaba de lançar nova enquete, agora sobre quem deve ser o ganhador da terceira edição do TROFEU TEIA DE ARANHA. Os internautas têm até o dia 5 de novembro para escolher o novo ganhador. Concorrem ao prêmio os blogueiros Tomás Baggio (um mês fora do ar) e Vinicius Canisso (dois meses).

---------- Já são quatro os candidatos da região com adesivos pré-eleitorais em formato de circunferência andando pela cidade, três deles com suas iniciais estampadas. É a moda pegando, lembrando que a legislação eleitoral permite, desde que os símbolos não sejam usados na campanha.

---------- O sociólogo Reinaldo Nicolai, professor da UVA, está escrevendo artigo científico sobre o Fórum Municipal de Cultura, enquanto construção de subjetividade coletiva. Nem todo mundo vai gostar...

---------- A I Conferência Municipal de Cultura acontece nesta terça e quarta-feira (27 e 28 de outubro) na FERLAGOS. A Conferência é de realização obrigatória de todos os municípios do país como etapa de preparação para a Conferência Nacional de Cultura.

---------- Os programas da Jovem TV estão cada vez melhores, mostrando para a cidade a realidade do Jardim Esperança, às vezes tão desconhecida da maioria da população.

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

MIGALHAS E TEIAS...


---------- O ator, apresentador, músico, cantor, blogueiro e sei lá mais o que Vinicius Canisso mandou muito bem na condução do programa sobre teoria da evolução, veiculado em rede nacional. Seu próximo desafio será escapar da terceira edição do TROFEU TEIA DE ARANHA, que já está pertinho das suas mãos.


---------- Ivo Saldanha dá entrevista a jornal e Timinho recebe homenagem na Câmara. É hora de voltar ao passado, porque o presente...


---------- A Jovem TV tem feito um grande trabalho, agora em toda a cidade. Não se fala de outro asunto no Jardim Esperança.


---------- A REVISTA FONTE será a grande novidade da imprensa da cidade, a ser lançada em breve. Vale à pena conferir.


---------- O lançamento do DVD do Bicicleta Funana foi adiado. Não é verdade que o motivo foi a crise econômica internacional que já acabou.


---------- Obama ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Os candidatos do ano que vem são Mirinho Braga e José Corrêia - eles têm suado a camisa para isso.


---------- Com o tema “Educação e Multiplicidade: o desafio social do conhecimento”, a III Semana Universitária Integrada, que começa nesta segunda-feira (19), movimentará a Cidade universitária de Macaé com eventos musicais e palestras. O fechamento da Semana, às 19h de sexta-feira (23), será com o professor Leonardo Boff, que abordará “O desafio social do conhecimento”.

---------- Dia 31/10, sábado, tem Paralamas do Sucesso na Expolagos 2009 em Araruama, no Parque de Eventos.

---------- Enquanto isso, em Cabo Frio...

---------- Tenho o abuso de discordar do meu grande mestre dos blogs (dos magos?) Totonho acerca do apelo turístico feito por Búzios quanto à novela das 21h da Globo - é isso que o povo quer: os motivos que atraem o turismo para cidades da região são os mais diversos, e as aparições do município na novela são sistemáticas - não há um capítulo em que não se cite a cidade pelo menos três vezes. Não há dúvida que as novelas do horário nobre fazem a cabeça da classe média: por causa dela, a moda indiana voltou; os bailes da estudantina incharam e até a bossa nova passou a ser ouvida em alto som nos carros (ainda que tudo por alguns meses apenas). Em tempos de vacas magras, a publicidade indireta do turismo de Búzios parece sim ser uma boa pção, a meu ver, "com todo o respeito"!
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OUTRAS PARANÓIAS: QUEM É O VAGABUNDO?


Afastando-nos um pouco das paranóias culturais da nossa cidade, rumemos às paranóias político-culturais da nossa capital de Estado. Nesta semana, estamos assistindo à explosão da guerra do tráfico no Morro dos Macacos, no bairro Vila Isabel (historicamente de operários), no Rio de Janeiro. É a segunda situação de caos que atinge a cidade após o anúncio de sua vitória como sede das Olimpíadas de 2016.

O primeiro fato caótico aconteceu na semana retrasada, com a depredação de estações de trem na cidade. Se os paranóicos político-culturais de nossa cidade analisassem o caso, diriam, certamente, tratar-se de sabotagens da oposição. Essa abordagem, porém, não deverá tomar nosso tempo, que já se encheu em demasia desse tipo de carência. Cabe, entretanto, lembrar que uma outra paranóia assola as mentes dos governos do Estado e da cidade do Rio de Janeiro – a paranóia da superioridade.

A paranóia da superioridade governamental, na cidade e no Estado do Rio, começam com o famigerado “Choque de Ordem”, anunciado por lá e copiado por cá na Região dos Lagos, com o advento das vitórias municipais nas eleições de 2008. A idéia atrasada e desconexa de um estado forte e moral, que proíbe, limpa e ordena, faz no máximo a população rir ou se revoltar. O estado, nesse caso, entende-se superior e ordenador da população, mas mantém a figura do velho senhor de engenho, que punha a família na linha a ferro e fogo, mas, paralelamente, estuprava escravas, praticava corrupção e dava-se aos vícios – o choque de ordem tira camelôs das ruas, mas não mexe nos agiotas, grileiros da baixada cafetões, milicianos, grandes chefes de tráfico e jogo na cidade. É a paranóia da superioridade: muita força e cara de bravo, mas com quem não tem força e tem cara de bobo.

Essa paranóia se manifestou também nos incidentes dessa semana, quando o Secretário de Segurança do Estado declarou serem as ações do tráfico no Morro dos Macacos defensivas, já que os traficantes teriam atacado por estarem desesperados com a política de pacificação de algumas comunidades (Dona Marta e Cidade de Deus). Nesse caso, a Paranóia da Superioridade vem anexa à do desconhecimento – é muita ingenuidade crer que o tráfico no Rio forma um todo coeso, de modo que a ação num morro leva à reação em outro, isso sem contar que as facções que coordenam o tráfico nas duas comunidades, nas quais a chamada polícia pacificadora ou comunitária atuou, são diferentes da facção que domina o Morro dos Macacos.

No caso da semana retrasada, há mais gravidade: trabalhadores que acordaram às 4h da manhã e viram seu dia de trabalho perdido (muitos ganham por dia) depredaram estações de trem. O Governador utilizou o termo “vagabundos” para denominá-los. Claro que não se trata de defender quem fere patrimônio público, mas isso não justifica enquadrar todos os participantes num só pacote depreciativo de baixo calão. Faltou lembrar ao Governador que na linguagem popular do Rio, especialmente nas favelas, “vagabundo” é termo que possui oposição a “trabalhador”, isso sem contar que a definição de “vagabundo” é muito vaga (sem piada de duplo sentido): a profissão de político é considerada por boa parte da população como uma profissão “vagabunda”; o jornalismo (profissão do pai do Governador) sofre, em menor escala, até hoje o preconceito do início do século XIX, onde gênios como João do Rio eram vistos como “vagabundos”. Em 1998, o então Presidente Fernando Henrique Cardoso denominou “vagabundos” os aposentados com menos de 50 anos, mostrando ser um gtande conhecedor das teorias sociológicas e um fraco sabedor da legislação previdenciária a respeito do tempo de serviço, isso sem falar no preconceito com as prostitutas, genericamente denominadas “vagabundas”, ainda que não se saiba de suas origens, lutas e dificuldades sociais, enquanto seus cafetões, exploradores em geral, são educadamente chamados de “empresários”.

A preocupação não deveria ser, portanto, o despreparo ou a falta de estrutura da cidade e do estado para as olimpíadas, mas a falta de preparo e estrutura dos seus governantes, para qualquer tipo de situação onde o complexo (ou paranóia) de superioridade desses senhores seja ameaçada. Choques de ordem, compreensões fantasiosas e “confortáveis”sobre a ação do tráfico, xingamentos de baixo calão a trabalhadores e aposentados, mostram apenas que temos governantes despreparados para gerir um povo. Não dá para dizer quem é o “vagabundo”, mas é fato que aquele que não se prepara para ser gestor público, preferindo ficar “à toa na vida”, terá sempre a paranóia da superioridade. Ainda bem que no nosso feudo não é assim

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

E para não dizerem que não respondi comentários...

O texto "Cultura Paranóica", de minha humilde e esquisita autoria, foi publicado no blog do Totonho (www.blig.ig.com.br/blogdototonho) e recebeu alguns comentários, entre os quais, o do Sr. Álvaro Neves de Oliveira, que chamou-me atenção, por caracterizar tom respeitoso e crítico ao mesmo tempo.

Ainda que atrasado, fiz questão de respondê-lo no mesmo blog, pedindo desculpas pela demora.

Comentários assim me animam, e mostram que a discussão democrática é possível, convergindo respeito e debate ao mesmo tempo.

Agradeço ao Sr. Álvaro pela participação.

Claro que os desejosos em conferir o comentário e a resposta deverão acessar o blog do nosso guru Totonho, lembrando, obviamente, que este jabá deveria garantir minha presença em suas páginas sagradas, como o seu nonagésimo oitavo patrocinador/apoio cultural.

Sugiro ainda a incorporação (eparrê oiá!) da logomarca do TROFÉU TEIA DE ARANHA logo abaixo dos incansáveis e intermitentes patrocínios da DEJET.

E Vinicius Canisso segue como amplo candidato próxima edição do troféu...a galera toda grita: já ganhou, já ganhou...

Resposta do Fábio Emecê ao texto "Cultura Paranóica"


Cultura Paranóica – Parte II

*Por Fábio Emecê

(Enviado por e-mail em 15.10.09)


Os executores estão à solta. Vítimas, vítimas, vítimas, eles anseiam por vítimas. Em uma reunião com mais ou menos 50 pessoas, na calada da noite, elegem 3 representantes e a cabeça eu irá rolar. Justificam seus atos em nome da moralidade e dizem para aceitar-mos de bom humor. Antes indignados, agora detentores da ordem, eles nunca se queimam.



A província de Cabo Frio dá sinais cada vez, mas constantes de que ela quer se manter como província e a velha máxima de que 2+2 = 4 pode se tornar 3, 5 ou os dois ao mesmo tempo, dependendo da vontade do Reinado.


E eis surgem os artistas e sua pretensa indignação. Artistas que também podem ser sacanas. Afinal, mostrar que um sonho é possível e usar meios que fogem ao usual para demonstra-lo, é algo digno de aplausos.

É, agora o artista que usa os artifícios da anti-ética, hipocrisia e as covardia, merece algum crédito? Na província cabo-friense eles merecem! E com eles o poder de travar processos, podar mudanças e elencar inimigos. E com a benção do Grande Irmão.

O cômico é que todas as mudanças que estavam em curso favoreciam essas mais ou menos 50 pessoas. Ter-se-ia formação, demanda, qualidade, competência. O que há de errado?

A ordem do Santo Graal artístico da província se sentiu ameaçada de não receber seus proventos mensais de ouro e prata, vindo diretamente dos impostos pagos pelo suor diário dos provincianos trabalhadores. Qualquer outra explicação pode até ser viável, mas não tem mais como engolir seco.

Pena que palavras de baixo calão não se pode usar, e eu que tinha escrito que o bolo estava mudando de sabor. Ledo engano. Paguei com minha ingenuidade. Outros pagaram com a cabeça e muitas estão pagando com a competência.

Que venham as trevas. Amém...


* Fábio Emecê é rapper, poeta e membro da Juventude Negra N'Atividade

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Migalhas - agora a cultura é esquizofrênica!!!

---------- Rezamos, oramos e torcemos pela recuperação da saúde de Moacir Cabral, Diretor Geral da Folha dos Lagos. Temos certeza de que será mais uma vitória.

---------- Além de paranóica, agora a cultura do poder é esquizofrênica, ou sofre do distúrbio de bipolaridade (dupla personalidade). Basta ler a Folha dos Lagos e hoje e a declaração do Prefeito sobre a saída de Guilherme Guaral da Coordenadoria-Geral de Cultura.

---------- Se eu soubesse que iria trabalhar com criança, teria optado por uma creche...

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

CULTURA PARANÓICA


João do Rio, jornalista e cronista carioca do início do século XIX, dizia que cada rua tinha um espírito, ou seja uma identidade social. Cabo Frio, não como rua, mas como cidade, também tem seu espírito, ou melhor, a atmosfera de poder que rodeia a cidade tem seu espírito: um espírito de medo e de paranóia, que, de acordo com as tendências da sociologia mais contemporâneas (especialmente com Zigmunt Bauman), são os grande males causadores de mudanças estruturais significativas (e em geral negativas) na sociedade.

Não quero dizer com isso que vivemos andando pelas ruas a temer sombras e perseguições. Ao falar de poder, tampouco quero tratar apenas de governo (já faz tempo que os governos não são os únicos poderes das cidades). O fato é que o medo do novo e a paranóia de que o diferente pode ser conspiratório, é algo que anda nas nossas veias cabofrienses. O poder tem medo. E não tem medo apenas de quem quer lhe tirar o poder – o poder tem medo de tudo.

Os últimos acontecimentos no cenário cultural de Cabo Frio transmitem bem isso. Funcionários descobrem que não farão mais parte dos órgãos públicos em que trabalham, não por ato oficial, mas por meio de entrevista informal e surpresa. Bem, pelo menos parte da legalidade foi obedecida, já que o jornal que publicou a referida entrevista é de grande circulação, havendo dúvida se é possível dizer o mesmo sobre o noticiário que publica atos oficiais.

Numa estrutura que, de fato, preza pela “gente”, além do ato oficial anteceder a entrevista informal, há, antes de qualquer coisa, a conversa olhando nos olhos. Eu acho que gente deixa as coisas claras para o outro antes de jogar no ventilador. Eu acho que gente não deixa a gente saber das coisas ao acordar cedo e ler um papel. Eu acho que gente respeita a gente. Faltou maturidade e coragem.

Foi realizado na área cultural o tão sonhado e sofrido Fórum Municipal de Cultura, além de outros projetos como o Cabo Frio Cultura Viva (utilização das escolas padrão como centros culturais), o Tamoios Cultura Viva (criação de sala permanente de atividade cultural no Segundo Distrito), o “quem lê, viaja” (na Biblioteca Municipal), o Noites Literárias (espaço livre de intervenção artística em palcos abertos), o blog Cabo Frio Cultura Viva, além da reabertura do Charitas com criação do Espaço Wolney; a escolha de Cabo Frio como pólo do Projeto Banda Larga, a assistência ao resgate das Folias de Reis, o Ano Teixeira e Souza e a chegada da Escola de Música Villa-Lobos à cidade.

O novo, o diferente, deu medo. Acendeu a paranóia, porque o poder tem medo, e toda ação diferente “tem que ser coisa do outro lado”, enquanto, do outro lado, a idéia é de que a ação era “ilusória e pelega, só para neutralizar a oposição”. Moral da história: os paranóicos, em geral, se matam, ou matam outras pessoas sem razão, ou se suicidam. Faltou, repito, maturidade e coragem.

O fato é que discursos de democracia e participação popular, no atual contexto, passam a ser hipócritas, depois de se perceber que não é isso que se busca. Argumentos loucos, como falta de democracia num Fórum que teve mais de 40 entidades culturais em sua elaboração surgem e são, ao que parece, acatados, ainda que a lógica matemática básica falte às mentes que os criam. Mas o argumento maior é inquebrantável: a história da gestão cultural na cidade já ficou marcada, bem como os rostos de centenas de agentes culturais, marcados com o sorriso da satisfação e do desabafo social.

É melhor correr riscos do que se medíocre. É melhor perder para si e ganhar para os que merecem. E é por querer ser gente de fato, e não só no discurso, que não há sentido em continuar numa estrutura, como que concordando com o processo que foi desencadeado.

Quem perde não é um nome, uma pessoa, um lado ou outro. Quem perde é a cidade, pela forma como se deu o processo e pelos motivos alegados ao seu desenvolvimento. Tenho orgulho em ter participado de um breve momento em que foi possível realizar algo belo pela cultura da cidade, de mostrar que é possível fazer diferente. Em nenhum momento trabalhou-se por causa de um nome ou de uma pessoa, mas sim, como dizem os mestres da sociologia urbana, por causa de “uma idéia, um ideal de cidade”.

Saio de uma sala cheia de penumbras e sombras e me deparo com o sol que brilha nas ruas do Itajurú, no Convento, no Morro da Guia, nas ruas da cidade. Com a cabeça erguida, sorriso nos lábios, caminho seguindo em frente, na certeza absoluta do dever cumprido. Mais uma vez, a cidade perde, mas nós fizemos a nossa parte. E como diria Darcy Ribeiro, “só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar”. Eu não me resignei.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Notícias sobre a História






---------- O Blog "Os Historiadores de Búzios" (http://www.oshistoriadoresdebuzios.blogspot.com/) é o novo membro da nossa quase gigantesca lista de blogs. O trabalho é ligado do IPEDE (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação) de Búzios.



---------- Bem que Cabo Frio também poderia ter um Instituto do tipo. Fica a dica.



---------- Por falar nisso, a Universidade Veiga de Almeida se prepara para lançar uma novidade no que diz respeito à pesquisa na área de História regional. Vamos aguardar.



---------- O Congresso de História da Região dos Lagos, já tradicional na cidade de Cabo Frio, ameaçado de não acontecer neste ano, adquiriu fôlego e vai rolar em novembro. Em breve, programações e outras loucuras.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

SANGUE NAS VEIAS


Publicado no Jornal Folha dos Lagos em 6 de outubro de 2009


O Ministério da Educação cancelou a prova do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio), que seria realizada no último fim de semana, após denúncia feita pelo jornal "O Estado de São Paulo" sobre o furto de uma prova com gabarito, como confirmou o Ministro da Educação, Fernando Haddad, por telefone a um programa de televisão. Mais de 4 milhões de pessoas saem prejudicadas com o cancelamento da prova.

A fraude nos processos seletivos do mundo educacional brasileiro, porém, não é novidade. Ela é como um sangue que corre pelas veias acadêmicas, e seria hipocrisia isolarmos esse caso.

Em 2002, o vestibular da Universidade Federal do Acre foi fraudado por um grupo que chegou a incluir sonífero na comida dos candidatos que não participariam da corrupção, em suas refeições, num hotel local. O delegado de Falsificações e Defraudações de João Pessoa, Antonio Magno Toledo, empreendeu investigação nesse ano e concluiu que quadrilhas especializadas em fraudar vestibulares movimentam pelo R$ 10 milhões por ano na Paraíba. A própria faculdade de ciências médicas da Paraíba sofreu fraude em seu processo seletivo de junho deste ano.

O ensino Fundamental também entra na linha da fraude: O prefeito de Nova Iguaçu está respondendo a um processo em que é acusado de citar alunos da rede privada do município, que recebem bolsa da prefeitura, como se fossem de escolas públicas, a fim de aumentar as verbas do antigo Fundef.

A Pós-Graduação, com seus pomposos cursos de Mestrado e Doutorado, por exemplo, também entra no pacote. Em 2001, um jornalista moveu processo contra um mestrando da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) pelo plágio na sua dissertação, aprovada com louvor por toda a banca. A comissão processante da Universidade só foi instaurada em 2005 e o jornalista ganhou o processo.

Isso sem contar nos conhecidos casos de provas de mestrado e doutorado, onde estilos de seleções como análise de currículos, análise de projetos de pesquisa e entrevistas garantem um caráter extremamente subjetivo aos processos seletivos, colocando a técnica em segundo plano.

Há muitos anos discute-se o fim do vestibular, levando em conta o aproveitamento do rendimento dos alunos ao longo dos ensinos fundamental e médio, considerando, assim, seus esforços por cerca de 12 anos, ao invés de pesar apenas as possíveis falhas e fraudes de um momento. Há possibilidade de corrupção também nesse sistema? Lógico. Mas palavras de amor ditas ao longo do tempo são bem mais difíceis de serem corrompidas do que o erro de um momento. Dessa forma, com este tipo de processo seletivo, optaríamos pelo menor risco de fraude, ao invés de buscarmos a perfeição acadêmica, inexistente e utópica.

A fraude corre pelas veias da educação. Como estimular agora os alunos do ensino médio a prestarem vestibular, a estudarem para o ENEM? Eles foram feridos uma vez, dificilmente terão forças para tentar uma segunda vez. Sim, há a possibilidade do sistema mudar – ele mesmo reconhece suas falhas de caráter, e já mudou muitas vezes ao longo do tempo: ele está disposto a mudar. Porém, junto com essa mudança, é possível readquirir a confiança no sistema educacional e principalmente no ENEM, pois a falha de um momento não deveria manchar toda uma história. Aí sim entra o perdão, ou pela necessidade dos alunos, ou pelo amor. Eu, por incrível que pareça, confio no amor.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

TOTONHO PROCESSADO POR PLÁGIO

Totonho acaricia respeitosamente o Jornal(l)ista Ricardo Cox


O blogueiro Totonho está sendo processado pelos 24 advogados da assessoria deste blog pela criação do Troféu Peruca Esvoaçante. A alegação é que, embora o nome seja diferente e o tipo de premiado também, a idéia dos troféus virtuais concedidos por blogs da Região dos Lagos é do blogueiro Rafael Peçanha, registrada no INPI sob o número 0069/2009. A assessoria do blog do Totonho foi contatada, mas informou não poder emitir declarações sobre o assunto, já que estavam todos em reunião no Café do Joaquim.
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Novo blog na nossa lista


--------- O jornalista Ricardo Cox é o novo nome na nossa lista de blogs preferidos.
Em seu endereço http://jornallista.blogspot.com/, é possível saber, especialmente, as novidades e entrevistados de seu programa PAREDÃO, na TV Litoral. Devido às suas múltiplas atividades, de jornalista a cineasta, será que Ricardo será um sério candidato ao TROFÉU TEIA DE ARANHA?

O Fórum, o laico e o canto


Publicado no Jornal Folha dos Lagos em 29 de setembro de 2009




O Fórum Municipal de Cultura, finalmente, aconteceu. De todas as críticas possíveis dirigidas a ele, as mais incoerentes seriam sobre sua riqueza e democracia: 40 entidades da sociedade civil participando do seu Comitê Gestor, em reuniões públicas e amplamente divulgadas, trouxeram à tona uma série de debates, ideias, projetos e discussões. Por isso, portanto, seria injusto traçar um panorama geral das sementes espalhados pelo Fórum na última quinta e sexta-feira.

Acima de tudo, serve o Fórum recém ocorrido como objeto de estudo social/sociológico interessantíssimo. Gostaria de me filiar a um tema aparecido surpreendentemente, e que com certeza foi o que mais esquentou as discussões. Num ambiente em que se esperava o calor de discussões por causa do retorno ou não da Secretaria de Cultura, o que explodiu mesmo foi a necessidade da cidade discutir a questão religiosa. Como afirma Roberto da Matta, “os pingos de chuva caem do céu sem que os queiramos”, e assim, os dados da sociedade aparecem, ainda que façamos previsões contrárias.

Obviamente, a grande discussão foi sobre o Estado Laico, enquanto característica da forma de Governo democrática na qual o Estado não toma partido de nenhuma religião. Antes de tudo, uma pergunta: o que é ser laico? A França, berço da revolução e dos ideais de laicismo estatal, possui em seu idioma duas palavras diferentes para o adepto do laicismo: layman (leigo) e laique (laico). De igual maneira, podemos pensar que existem duas formas de um Estado ser laico: a forma includente a forma excludente.

A forma excludente é aquela onde o Estado, por ser laico, se mantém afastado de toda e qualquer manifestação religiosa, não deixando que as crenças e seus símbolos participem da estrutura social. O extremismo dessa posição tem acarretado atitudes como a do governo francês de Sarkozy, que impede mulheres de utilizarem nas ruas a burka, símbolo religioso muçulmano, bem como crucifixos cristãos nas escolas do Estado. Ou seja: em nome do Estado Laico, a liberdade religiosa é tolida, e a democracia vira absolutismo outra vez.

A forma includente é aquela onde o Estado, por ser laico, entende que sua estrutura deva respeitar e incluir todas as religiões. Já que não cabe ao Governo assumir posições religiosas, todas as religiões devem ser tratadas e incluídas igualmente na sociedade. O extremismo dessa posição tem acarretado em atitudes como a do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que, com a lei 3459 de 2000, instituiu o ensino religioso confessional nas escolas públicas. Com aulas de religião, ainda por cima divididas em acordo com as diversas crenças, temos um fenômeno de heroísmo político: além dos especialistas em educação, que já se acham, em geral, salvadores da humanidade, o Estado também se acha super-poderoso, trazendo para ele a responsabilidade de um ensino que não está entre suas atribuições legais contemporâneas, ferindo a democracia tanto quanto a França de Sarkozy.

O Brasil hoje (Cabo Frio segue esse bonde) tem uma mistureba política dessas duas tendências de laicismo estatal. Os crucifixos ainda permanecem nos Fóruns (não os de cultura, mas os judiciários) e nas Câmaras Municiais, onde as Sessões ainda são encerradas em nome de Deus. O Estado Laico brasileiro tem partidos que assumem opções religiosas e governantes que se elegem em nome de suas instituições de culto. Somos uma salada de tendências religiosas de organização estatal, e as discussões sobre o Estado Laico, no Fórum de Cultura ou em qualquer lugar, sempre caminharão por essas duas estradas, a includente e a excludente, que se entrecruzam e confundem tanto as rodovias tupiniquins quanto as cabofrienses. Dificilmente alguém vai “estar errado”: acontece, em geral, que cada um segue (ou cai no extremismo de) uma das duas linhas de laicismo estatal, e como ainda não definimos quem somos nesse ponto, a confusão de identidade passa a ser geral.

Esse foi apenas um dos muitos debates do Fórum Municipal de Cultura, construídos (o Fórum e os debates) com polidez, seriedade, e acima de tudo, pensando a cidade acima do indivíduo. Como diria João Nogueira, que também preferiu não se isolar, mas sim fazer parceria com Paulo César Pinheiro para compor o belíssimo Canto do Trabalhador, “vamos trabalhar sem fazer alarde/Pra pisar com força o chão da cidade/A vida não tem segredo/Quem sentado espera a morte é covarde/Mas quem faz a sorte é que é de verdade/É só acordar mais cedo.”




* Pós-Graduando em Sociologia Urbana pela UERJ

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A cultura que não se vê


Por Flávio Pettinichi*


Muito tenho escutado sobre cultura nos últimos dois meses, alias sobre política cultural, e segui atentamente o desenvolvimento do Fórum de cultura e do resultado dele.


Achei maravilhoso todo este tsunami democrático , parecia que estava em Oslo ou algum país desses, mas....? também vi muita bandeira e alarde por parte de alguns elementos, que nunca , NUNCA!!! Vi em evento algum relacionado a cultura da cidade, não vou fazer nome por que não vale a pena, talvez nem leiam teu blog.


Também me pareceu estranho alguns companheiros culturais ter me cobrado a minha falta de participação em dito Fórum, eu faço parte de uma entidade que me representou no fórum e na hora dele e eu estava FAZENDO , e não falando, de CULTURA.

Dito isto a pergunta que fica no ar é: Será que agora depois desta manifestação democrática e louvável estes companheiro vão começar a freqüentar os eventos culturais?

Será que as pessoas que ai estiveram vão deixar as camisetas políticas e entrar no teatro ou numa praça publica , que é pública , independente de quem estiver no Governo?


Eu sou muito otimista , espero que sim...enquanto isso não acontece eu continuo FAZENDO a minha parte.


Viva o Fórum de Cultura...Viva o artista que vai realmente onde o povo está!

PS: descobri que cabo Frio tem outra faixa de Gaza alem da Ponte , ela começa
depois da empresa 1001...para bom entendedor poucas palavras bastam!!


* Artista plástico e recordista de comentários deste blog.


*

Comunicamos que desde o dia 22.09 –09 estamos trabalhando com adolescentes
provenientes das escolas:
-Edilson Duarte
-Alfredo Castro
-Américo Vespúcio

Trata-se de uma realização da Fábrica de Música/Centro de Cultura, em parceria
com o MMCF e o CRAM. O projeto intersetorial toma como referencia o olhar sobre
a arte fotográfica de Flavio Pettinichi, da exposição "Sensualidades
Clandestinas" inaugurada nesse centro em 11.09.-09
Onde os alunos recebem uma aula prática sobre o Conceito da imagem nos dias de
hoje e a sua incidência no dia- a dia do Cidadão

É uma ação com perspectiva de gênero, do ponto de cultura "Infância: Patrimônio
da Humanidade".

Os encontros continuarão ate o dia 30.09 quando faremos uma avaliação final para
eventuais projetos e/ou seguimento temáticos. A abordagem é basicamente
vivencial com reflexões criticas permanentes da equipe responsável para ajustes
que consideramos pertinentes na metodologia inicialmente sugerida. Desde já
podemos adiantar que vem sendo uma experiência muito rica para tod@s.

Lembramos algumas datas temáticas que dizem aos conteúdos e dirigidas aos
jovens, (quase todas da semana passada):
- 22 - Inicio da primavera, Dia da Juventude
- 23 - Dia internacional de enfrentamento ao Trafico Humano e Sexual
- 24 - Dia Internacional de enfrentamento a gravidez precoce.

Flavio Pettinichi- artista plástico