ESPECIAL ORÇAMENTO PARTICIPATIVO 2018

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terça-feira, 29 de abril de 2008

EXCLUSIVO !!!

O NOVO PREFEITO DE CABO FRIO JÁ ESTÁ ELEITO!
Diana do Sinal das Sendas - (18%)



Beleleco - (18%)


O Mosquito da Dengue - (25%)
O Animal de Cabo Frio - (43%)
Votos : 16
Enquete encerrada
Em eleição realizada por esse conhecidíssimo Blog, onde cerca de 99% dos 17 leitores assíduos opinaram, o novo Prefeito de Cabo Frio foi escolhido: O Governante Executivo de nosso Município será o companheiro ANIMAL DE CABO FRIO, que obteve 43% dos votos, contra 25% de Diana do Sinal das Sendas. A candidata promete recorrer e pedir segundo turno.


HISTÓRICO DO NOVO PREFEITO

O Animal de Cabo Frio, cujo nome verdadeiro é Alberto Pinganagoela, é nascido na Argentina, na cidade de Arroyo Palo Seco. Desde cedo mostrava vocação para a política, quando organizou em sua Universidade o Programa Social "Sede Zero", que doava mensalmente aos alunos tickets que poderiam ser trocados por doses de aguardente nos bares da região.

Aos 35 anos foi exilado de seu País após fundar o PDP (Partido de los Degustadores de la Pinga), que fazia duras críticas ao governo vigente, sendo fechado e ainda hoje funcionando na clandestinidade, possuindo inclusive movimento de guerrilha armada.

Alberto tem então que se separar da família Pinganagoela e parte para o exílio no Brasil. Por aqui, busca emprego na Rua das Pedras e em Bares do Canal, sem sucesso. Desempregado, cria um grupo de livres pensadores bêbados que perambulavam pela Praia do Forte discutindo um novo modelo político para a cidade.


Hoje o grupo se desfez e o Argentino ficou isolado em suas reflexões políticas. Transferiu seu ítulo Eleitoral para Cabo Frio e candidatou-se ao Pleito Municipal, sendo vitorioso.

Seus principais projetos são aplicar em Cabo Frio o Sede Zero e criar o Bolsa-Skol e a Secretaria Municipal de Indústria do Whisky, entre outras medidas.

EM BREVE, MAIS UMA NOVA ENQUETE MENTIROSAMENTE SÉRIA...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

COLUNA JUVENTUDE TEM VOZ - Todo fim-de-semana, no Jornal Domingo dos Lagos

A POLÍTICA DA TERRA ARRASADA
Publicado no Jornal Domingo dos Lagos em 26/27 de abril de 2008


Recentemente, participando de uma das célebres aulas de História de minha excepcional Universidade, falava o Mestre sobre a tática do exército Russo quando da invasão de Napoleão Bonaparte àquele país. A tática czarista consistia em fazer o exército francês adentrar cada vez mais no frio território da Rússia, enquanto os próprios russos arrasavam suas terras, queimando e destruindo suas cidades, a fim de que os homens de Napoleão (que romântico...) não obtivessem suprimentos. Assim, atacados pelo frio e pela fome, seriam mais facilmente derrotados.

Tal relato histórico é questionável. Quem arrasava as terras? O povo, o Estado, ou o exército? Em obra de Paul Johnson, cada arrasamento de cidade tem um desses três como arrasador. Era então uma ação conjunta? Se sim, havia um Estado, um exército e um povo num só espírito de “renúncia aos bens materiais” para alcançar “o objetivo maior”: “A derrota do mal”, personificado em Napoleão. Me parece muito romântico para o espírito do povo russo... o camponês queimava a própria plantação que lhe sustentava? Para onde foi a família do Czar depois que Moscou foi arrasada por ordem dele?

Polêmicas à parte, eis que do canto esquerdo da sala (sem conotações políticas, claro) surge uma voz que clama no deserto e afirma, sarcasticamente:

- Política da Terra Arrasada? É a política de Toninho Branco em Búzios...

Enquanto eu gargalhava, o restante da sala não achou graça. Talvez seja um reflexo da dislexia que me ataca, o que poderá, decerto, me garantir uma vaga em “Duas Caras”. Independente da análise psicossomática da questão, vale à pena refletir sobre a piada de nosso bravo profeta desconhecido do canto esquerdo.

Não moro em Búzios, não sei se a política do Prefeito Toninho Vermelho, quer dizer, Branco, é mesmo da Terra Arrasada, ainda mais porque existe um abismo forte entre um Czar Russo do século XIX e o Governante daquela Armação (sem piada de duplo sentido, por favor). O fato é que essa tal Política buscava mais a derrota do inimigo do que o bem da população, posto que arrasava-se a própria cidade para acabar com os franceses. É fato que alguns Governos da Região dos Lagos vêm se preocupando mais em arrasar os Cofres e o Funcionalismo Público para derrotar suas oposições do que em ajudar a população (que o digam Maria Joaquina, Rasa, Preto Forro, Segundo Distrito e cia., de um lado, e as portarias, royalties e etc. do outro).

O fato do exército russo ser baseado no Império Czar também gera reflexões. A sucessão familiar é mais importante nessa política do que a vida da população. Como o que nasce da carne é carne, e o que nasce do espírito é espírito - ainda que seja espírito de porco - é interessante notar que Búzios e Cabo Frio, quando da eleição de seus Governos, participaram de um projeto de sucessão imperial, do grande Czar Alair I – O cabeludo. Tanto Toninho Amarelo, quer dizer, Branco, quanto Marquinho subiram ao poder como continuadores do Reino do Implante e, embora hoje tenham se dividido em diferentes Casas Reais, não há como negar que ambos vêm do mesmo Império.

Outro aspecto interessante é o frio como tática de Guerra. Também o Império Regional da Peruca – agora em parceria com a Academia Cabofriense de Letras – vêm seguindo essa tática há algum tempo: Em Mandatos anteriores congelavam-se políticas sociais para a periferia e transparência na prestação de contas e informações; nos Mandatos atuais, congelam-se salários e mantêm-se o congelamento da transparência; enfim, o Império Regional da Franjinha sempre congela algo, especialmente Políticas Públicas para Juventude e o Projeto de uma Universidade Pública decente no eixo Cabo Frio – Búzios.

Dessa forma, aplausos ao nosso piadista de esquerda (da sala), e que a Política da Terra Arrasada seja banida de nossa Região neste ano de eleições. Mas para isso, é preciso que entendamos a piada, para rir dela. Senão o frio do Império Czar nos derrotará.

terça-feira, 22 de abril de 2008

COLUNA JUVENTUDE TEM VOZ - Todo fim-de-semana, no Jornal Domingo dos Lagos

PORQUE ISABELA É MAIS IMPORTANTE QUE CAUÃ ?
Publicado no Jornal Domingo dos Lagos em 19/20 de abril de 2008
Temos acompanhado com indignação o caso da menina Isabela, de apenas 5 anos de idade, morta após ser jogada do 6º andar de seu prédio na região do Carandiru, Zona Norte da cidade de São Paulo. As investigações conduzem ao casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, respectivamente pai e madrasta da criança, como autores do crime. Talvez quando este texto chegar ao seu conhecimento o caso já esteja concluído, porém, o ponto no qual desejo tocar – sem piadas de duplo sentido, claro – é o seguinte: Por que nos revoltamos com o Caso Isabela e esquecemos o Caso Cauã, o Caso Luiz Fernando e o Caso Raíssa?

Vamos nos focar apenas no primeiro exemplo: O Caso Cauã. Reportagem do Jornal Folha dos Lagos, dias 15 e 16 de março de 2007, a primeira mui bem produzida pela competente repórter Danielle Carvalho. O menino Cauã, de apenas 3 anos de idade, foi espancado até a morte no Bairro Parque dos Meninos, em São Pedro da Aldeia. O laudo inicial apontou traumatismo craniano, dilaceramento do fígado e alargamento do ânus, indicando violência sexual. O padrasto, Carlos Antônio de Morais, e a mãe, Daiana Lúcia de Melo, eram os principais suspeitos, inclusive pelos relatos dos vizinhos acerca de outras formas de violência anteriores em relação à criança.

A reportagem do dia 16 de março indicava que, após o laudo inicial, expedir-se-ia em 30 dias novo laudo, que comprovaria ou não a participação do casal no assassinato do pequeno Cauã. Não obtive nenhuma informação sobre os resultados desse laudo, nem através da imprensa, nem da OAB, portanto, não é possível afirmar com certeza que o caso foi concluído. Na verdade, parece que ele foi esquecido antes da conclusão...
Como minha vida ociosa e esquisita de Funcionário Público me permite, pude realizar uma pesquisa artesanal entre amigos e parentes, que, com certeza, é mais confiável que as técnicas do IGUAPE, VOX POPULI, IBGE e IBOPE. Conversei com 12 pessoas, perguntando-as primeiro o que achavam do Caso Isabela, e em seguida, se lembravam do Caso Cauã. Apenas uma perspicaz senhorita lembrava do fato. Outros “entrevistados” lembraram ainda dos casos da menina Raissa (5 anos de idade, estuprada, sufocada e morta, corpo encontrado na estrada de Arraial do Cabo) e do Caso Luiz Fernando (detido por um segurança de um quiosque da Praia do Forte e entregue a uma viatura policial militar, desaparecendo em seguida). Dessa vez eu é que não lembrava. Mas por que eu não lembrava? E porque você talvez não lembre de nenhum deles? Por que Isabela é mais importante que Cauã?

Em primeiro lugar, o Caso Isabela acontece na cidade de São Paulo, enquanto o Caso Cauã se dá num Bairro da cidade de São Pedro da Aldeia. Embora pareça um argumento marxista dizer que “os centros são mais valorizados que a periferia”, o fato é que a realidade fala por si. Em segundo lugar, há a massificação da mídia que, ao meu ver, é a grande resposta para a pergunta que dá título a este texto mameluco. O problema é semelhante à das pesquisas eleitorais: Elas não refletem a opinião da sociedade; elas definem essa opinião. De tal maneira, a imprensa jornalística do estilo Rede Globo define o sentimento popular, e não o manifesta fielmente, como se prega. O sentimento popular parece nascer a partir dos mandamentos da mídia, e não meramente se mostrar por meio dela.

Assistimos o Big Brother e realmente nos importamos se o Marcelo é Gay, se o Rafinha armou pra cima do Marcelo e se a Juliana se apaixonou pelo Rafinha. Da mesma forma, votamos no primeiro colocado das pesquisas porque “não podemos perder nosso voto”. Tudo que a mídia mandar, faremos todos! Ninguém em Cabo Frio resolveu protestar contra o IPTU, como aconteceu no Rio, porque houve três dias de reportagem sobre o caso e esqueceu-se. Mas vi um senhor em Macaé chorar diante da televisão, revoltado com o Caso Isabela.

Não estou querendo dizer que o caso da menina de São Paulo não mereça nossa revolta. Merece. E muita. Merece o choro daquele senhor de Macaé. Merece as conversas indignadas nas esquinas da cidade. Mas a morte de Cauã, de Raíssa e o desaparecimento de Luiz Fernando merecem igualmente, e talvez de forma ainda mais intensa, porque são próximas a nós. É difícil estabelecer níveis de crueldade, mas o Caso Cauã, de certa forma, é até mais grave e cruel que o da menina Isabela. Então por que Isabela é mais importante que Cauã? Quem define essa importância é o nosso sentimento ou é a mídia? Quantas vezes ouvimos as notícias das mortes no Iraque como se ouvíssemos uma canção de Mozart? Sentimos mais ou menos revolta de acordo com nossos valores ou de acordo com as músicas tristes que tocam ao fundo das reportagens sobre o Caso Isabela?

Já dizia o bom e velho Renato Russo: “Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto. E nesses dias tão estranhos, fica a poeira se escondendo pelos cantos (...) já entregamos o alvo e a artilharia, comparamos nossas vidas, esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar”. Nietzsche afirma que Deus morreu. Talvez aquela caixa cheia de imagens e sons tenha entrado no lugar d’Ele para definir nossos valores morais e nossos sentimentos. Louvores ao nosso Teatro dos Vampiros.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

COLUNA JUVENTUDE TEM VOZ - Todo fim-de-semana, no Jornal Domingo dos Lagos

Os Monges Budistas de Tamoios
Publicado no Jornal Domingo dos Lagos em 12/13 de abril de 2008


Temos acompanhado no noticiário internacional, todos os dias, um fenômeno sócio-religioso que, com certeza, marcará nosso período histórico: A mobilização de Monges Budistas no Tibet em favor da libertação de seu País. Há alguns anos, o Tibet tornou-se uma possessão chinesa, o que levou o Dalai-Lama a exilar-se na Índia. Diante da opressão da China, Monges Budistas tibetanos de diversas localidades foram às ruas protestar e inclusive participar de conflitos corporais. Os até então silenciosos e passivos Monges revolucionam suas atitudes em prol da libertação de seu povo, surpreendendo as autoridades chinesas, a mídia internacional e os analistas sociais e comportamentais.

Nossa realidade próxima não é diferente. Como o Tibet, Tamoios é um território sob o domínio do 1o Distrito. Há uma grande mobilização para não perdê-lo, mas quase nenhuma mobilização para valorizá-lo. Como já apresentado em artigo anterior, o Banco do Brasil funciona num Trailler, o asfaltamento de ruas é realizado sem infra-estrutura e estudo de solo, aumentando os prejuízos oriundos de enchentes. O Secretário de Saúde de Cabo Frio afirmou em entrevista à TV que o Segundo Distrito e o Jardim Peró são os grandes focos do mosquito da dengue no Município. Será que o acúmulo de água da chuva em torno da Cisterna Comunitária, próxima ao Colégio Marli Capp, tem a ver com isso ??

Mas os tempos estão mudando. Os moradores de Tamoios, até então semelhantes a Monges Budistas passivos e observadores, começam a mudar seu comportamento. Começam a partir para a ação. No dia 28 de março, vários moradores desabrigados por causa das chuvas mobilizaram-se nas ruas voluntariamente, em protesto. No sábado passado, moradores do Bairro do Chavão realizaram manifestação contra a passagem de caminhões em áreas de preservação ambiental.

Os antigos Monges Budistas de Tamoios estão se convertendo. Eles decidiram a eleição municipal passada, em favor do candidato do Governo, embora o mesmo Governo nada tivesse feito por eles. Agora chegou o momento da revolta: Eles começam a deixar seus mosteiros alagados pelas enchentes. Eles começam a conciliar suas orações com seus protestos. Eles passam a unir a contemplação da natureza com a defesa da natureza: Da natureza humana.

Os locais geograficamente abandonados na História do Brasil sempre geram focos de Revolução. Assim foi no Araguaia com a Guerrilha, no Sertão Baiano de Antônio Conselheiro, nos Quilombos, e assim está sendo nas Favelas Cariocas.

Já começou a Revolução dos Monges Budistas de Tamoios. Talvez eles não consigam libertar seu Tibet. Mas eles querem mostrar que o tempo da passividade e da resignação acabou. Cabe a nós decidirmos: De que lado ficar? A favor dos Monges ou contra eles?

Faça sua escolha. E salve Siddhartha Gautama.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

COLUNA JUVENTUDE TEM VOZ - Todo fim-de-semana, no Jornal Domingo dos Lagos

A maquiagem de Benny
(Publicado no Jornal Domingo dos Lagos em 05/06 de abril de 2008)


A minissérie “Queridos Amigos”, de Maria Adelaide Amaral, deixou as telas da TV brasileira na semana retrasada, como uma das poucas boas produções da Rede Globo nos últimos tempos. A abordagem da Ditadura Militar e seus traumas, locadas no ano de 1989, formaram um interessante paralelo com um novo estilo de moralidade nascida no pós-68, trabalhando ainda com a questão psicológica do conceito de amizade.




Ocorre que uma única crítica rondou os detestáveis programas-fofocas de TV: Uma cena na qual a maquiagem do personagem Benny, interpretado por Guilherme Weber, mostrava-se como mal feita, já que as lágrimas do personagem destruiam-na.

No fim-de-semana passado eu pude ver a maquiagem do Benny. Não no Jardim Botânico ou no PROJAC, mas em Unamar. A enchente e as poças d’água formadas pelas chuvas eram evidentes, e boas fotos tiramos para comprovar, junto aos alunos do valente Grêmio da Escola Marli Capp. Segundo os moradores com os quais conversei, a tendência era que as regiões mais distantes da Rodovia tivessem alagamentos mais drásticos, posto que o terreno daquela região vai abaixando em direção ao interior, e subindo na direção da Rodovia.


Outro relato surpreendente de moradores foi a afirmativa de que depois dos asfaltamentos ocorridos na última eleição, as enchentes pioraram. Deveria ser o contrário, mas não foi o que ocorreu. Provavelmente, quem asfaltou diversas ruas trabalhou apenas com uma estruturação externa, sem um trabalho de saneamento, drenagem e escoamento anterior, bem como estudo de nível e condição de solo. Mais ou menos como a maquiagem do Benny.


E bem ali, perto da rodovia, está a sala inativa para funcionamento do Banco do Brasil, já que esta instituição hoje funcina num trailer.

A maquiagem do Benny foi pra inglês ver: Bastou escorrer uma lágrima e ela tornou-se lama. A maquiagem do Segundo Distrito, parece-me, foi só para o 1º Distrito ver: Bastou escorrer uma chuva e lá chegaram os alagamentos, enchentes, etc. Não sei quem fez a maquiagem do Segundo Distrito, nem quando ela começou a ser feita. Só sei que o povo de lá desistiu de deixar escorrerem as lágrimas e foi para a rua protestar. Se demorar muito, além da maquiagem, um dia, a casa cai.