quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

ARTIGO...

ADESIVOS ELEITORAIS IIO RETORNO

A campanha em Cabo Frio começa mais cedo do que nunca, e com o agravante de que há muitos anos não se via uma tamanha indecisão partidária, ou seja: Tem muito candidato a Vereador sem saber qual candidato a Prefeito seu Partido vai apoiar.

Isso é interessantíssimo: Adesivos, slogans, propagandas em geral e várias outras modalidades de campanha, que deveriam acontecer mais tarde, já infernizam a cidade, ao passo de que alianças eleitorais e definições de apoios dos Partidos, que já deveriam estar definidas, caminham a passos lentos.

Esse fato prova duas coisas: As eleições municipais são cada vez mais pautadas na candidatura pessoal ou no estabelecimento de grupos de interesses pessoais comuns (sejam eles éticos ou não), deixando de lado as arcaicas e obsoletas estruturas de partidos e coligações. Em segundo lugar, reforça a tese de que a política não perdeu seu valores: Na verdade, eles apenas mudaram de ordem, de lugar e de prioridade e de tempo. Se é que esses valores algum dia existiram...

Por isso, atendendo a pedidos de centenas de Instituições Sociais de nossa cidade (menos da Justiça Eleitoral, claro), milhares de amigos e milhões de inimigos, apresentamos mais algumas reflexões de humor negro político sobre os adesivos dos nossos queridos pré-pré-pré-candidatos a Vereador, que vemos pelas ruas e carros da nossa cidade. Afinal, seria cômico se não fosse trágico, e como ninguém parece estar afim de combater a tragédia, vamos rir, porque deve ser o melhor remédio.

“Uma história de trabalho” – Forrest Gump, o contador de Hi(e)stórias.

“O homem do povo”
– Não dá pra dizer que esse é do tipo “homem de uma mulher só”

“É possível crer no amanhã” – No amanhã é possível sim, o problema é que a eleição é só em outubro

“Saúde em 1o lugar” – É Campanha ou campeonato ?

“O forte é o transporte” – Pra mim o Forte era um monumento

“Tudo pelo social” - Plagiou Sarney, que usava esse lema em seu Governo de 1985. Processo nele...

“Esse é o homem!” – Plagiou Pôncio Pilatos no Evangelho de João, capítulo 19, versículo 5. Processo nele...

“Nós amamos Tamoios” – Tem que ver é se Tamoios ama você...

“Demorou mas veio” – Ah, espera mais um pouco, já demorou tanto, fica por aí mesmo...

“Minhas mãos em sua vida” – Coisa feia, metendo a mão na vida dos outros, que mania de fofoca...tira essa mão boba daí...mas enquanto sua mão estiver na minha vida, nem há muito problema. O problema é se você resolver colocar a mão em outro lugar. Pode comprometer a campanha.

“Diferente dos outros, igual a você” – Não tenho irmão gêmeo nem clone meu espalhado por aí...

“Coloque essa estrela no peito” – Cuidado pra ninguém te mandar colocar a estrela em outro lugar

“Chegou a hora!” – Parece grito de Escola de Samba entrando na Avenida

COLUNA JUVENTUDE TEM VOZ - Todo fim-de-semana no Jornal Domingo dos Lagos

VOLTA ÀS AULAS
Padronizar ou não padronizar: Eis a questão!
Publicado no Jornal Domingo dos Lagos, em 16/17 de fevereiro de 2008





Nesta semana recomeçam as aulas da Rede Pública Municipal de Cabo Frio. Tendo as Universidades da cidade já retomado suas atividades na semana que passou, parece interessante refletirmos sobre panorama geral da educação no Município e suas perspectivas para o ano de 2008.

No que diz respeito ao Ensino Público Municipal, há um sério problema enraizado: A falta de padronização curricular no Município. O currículo do Colégio Rui Barbosa é elevado e moderno, e poderia servir de modelo para uma padronização na elaboração de um currículo único municipal. Por outro lado, a visão atrasada da atual administração da educação de Cabo Frio poderia nivelar por baixo a curricularidade, o que tornaria a idéia de padronização negativa. A inclusão de disciplinas como Metodologia Científica, Filosofia, Sociologia, além de pesquisas científicas trariam um formato de vanguarda à educação cabofriense, eliminando o ranço tradicional que nos consome.

Quanto ao Ensino Superior, há outro problema: As Instituições de Representação Estudantil. Todas as três Universidades Particulares da cidade possuem entidades com esse caráter (Centros Acadêmicos, Diretórios Acadêmicos e Diretórios Centrais de Estudantes), embora pareçam inoperantes ou cambaleantes ao menos. O problema aqui parece ser o oposto, ou seja: A padronização institucional.

As Entidades Representativas dos estudantes em cidades como a nossa têm de seguir estruturas complexas de Diretórios e Centros Acadêmicos, vindas da UNE. Essas estruturas são feitas pensando nas Universidades Públicas das grandes cidades, onde há horário integral e boa quantidade de alunos que não possuem trabalho de jornada fixa, ao contrário daqui, onde alunos trabalham na grande maioria o dia inteiro e possuem apenas parcas horas da noite para suas aulas. Resultado: DCE’s, DA’s e CA’s de Cabo Frio passam mais tempo fazendo atas, relatórios, montando Diretorias, colhendo documentos, perdendo o curto tempo que poderia ser usado para a mobilização estudantil.

A solução para o problema seria a formação de GREL’s (Grupos de Representação Estudantil Livres), com mais informalidade, estruturas menos complexas e mais participação popular dos alunos, onde a organização estudantil se adaptaria ao tempo e estilo de vida do estudantado. Seguir-se-ia o raciocínio de Bodin quando reflete acerca do melhor Regime de Governo para um País: ”Não existe o melhor regime de governo; existe o melhor regime para ESTE país”. Desta forma deveríamos pensar as Entidades representativas estudantis: Regradas em acordo com a realidade local, o que não ocorre.

Esse descompasso atinge não só as entidades de representação, mas o processo educacional dos alunos em geral também: Muitos professores, vindos de experiências em Universidades Públicas de Rio e Niterói, não adaptam suas consciências pedagógicas à situação estudantil local, por exemplo, quando agendam congressos para dias de semana ou marcam trabalhos em grupo extra-classe, mesmo quando uma sala universitária possui por vezes alunos de seis municípios diferentes, sem horários disponíveis em seus trabalhos para tais atividades.

Parece-nos portanto que uma das pistas para a evolução da Educação no Município é a padronização, que deve nascer no currículo da Rede Pública Municipal e morrer no surgimento das Entidades Representativas das Universidades. Naquele caso, deve-se ter o cuidado para não haver um nivelamento por baixo. Neste, deve-se ater ao perigo de que as referidas Entidades Representativas, quando regradas localmente, percam o poder de voz com Reitorias e Diretorias, por preconceito educacional de uma formação antiquada, onde apenas a padronização de Entidades garantia direitos, não importando sua essência representativa real. Padronizar ou não padronizar: Eis a questão !

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

COLUNA JUVENTUDE TEM VOZ - Todo fim-de-semana no Jornal Domingo dos Lagos


Beija-Flores e Abissínias
O Carnaval apontando caminhos para a Cabo Frio de 2008

Publicado no Jornal Domingo dos Lagos, em 09/10 de fevereiro de 2008

Passado o Carnaval, começa verdadeiramente nosso promissor ano de 2008. A julgar pelos resultados deste carnaval, nos parece interessante refletir sobre os dois caminhos que nossa cidade pode tomar neste ano que dispara na louca corrida do tempo a partir dessa semana: O caminho da Beija-Flor, campeã do Carnaval Carioca, ou o caminho da Antiga Abissínia, campeã do Carnaval Cabofriense.

O caminho da Beija-Flor é o caminho da mesmice, da não-mudança, da suspeição e da desconfiança pública, embora seja também um caminho de beleza e de grandiosidade. Será que queremos uma cidade rica, grandiosa, com praças alegóricas e avenidas de enredo, ao mesmo tempo que fechamos os olhos para as origens e destinos das subvenções ? Foi dito que o título da Beija-Flor deste ano lavou a alma das suspeitas do título de 2007. Como? Os mesmos indivíduos acusados de corrupção no ano passado permanecem na Diretoria (Anísio Abraão, Laíla, entre outros), logo, não há justificativa para frear a desconfiança. Em Cabo Frio, pelo menos a Diretoria da Agremiação mudou, mas alguns problemas e métodos continuam os mesmos. O caminho da Beija-Flor é o caminho da manutenção de um padrão de carnaval: O estilo Rosa Magalhães (Mocidade), por exemplo, parece superado, mas será que o estilo Alexandre Louzada (Beija-Flor) também já não está enjoando? Não será interessante um retorno a um estilo Joãosinho Trinta, talvez com Paulo Barros (Viradouro), guardadas as devidas diferenças? E nós, nesta Avenida colorida, queremos o mesmo estilo dos últimos anos para o “desfile” da nossa cidade em 2008?
O caminho da Antiga Abissínia é o caminho da surpresa, da superação, da garra, da comunidade, da raça, do desafiar as elites do carnaval, do peitar a mesmice, do enfrentar o previsível. Num Carnaval onde Império de Cabo Frio e Em Cima da Hora eram citadas como as candidatas ao título, por seus desfiles ricos e luxuosos, aparece a Escola da Vila Nova, com sua Comunidade guerreira e leva o título. Não seria esse o melhor caminho para nossa cidade? Quebrar o protocolo de grupos políticos que dominam nossa apuração há anos e enfrentar a previsibilidade das notas 10 dos nossos jurados seria um caminho de mais fidelidade à garra dos nossos “foliões”. Uma educação reduzida de inchaço contratual e dotada de um currículo de vanguarda, com adereços de modernidade e participação pedagógica: Esse seria um desfile campeão! Ao invés das grandes estruturas financeiras de Universidade Particulares para ganhar um rico carnaval, porque não surpreender e investir na força das Universidade Públicas, voltadas para a comunidade, como fez a Antiga Abissínia neste Carnaval?

Com todo o respeito à Escola de Nilópolis e seu povo, sofrido e amante de sua Agremiação, queremos o caminho da Beija-Flor ou da Antiga Abissínia para o Carnaval que será este ano? Muita gente nem acompanhou a apuração do Rio deste ano por causa da previsibilidade de vitória da Escola Nilopolitana. Para estas pessoas, o recado da Abissínia: Confiança! Nem sempre o poder financeiro prevalece, um dia ele cai! De prova esta a Agremiação da Vila Nova com sua comunidade... e que essa esperança e o exemplo abissiniano contagiem nosso desânimo com a sociedade, com a política, com a religião e com as relações humanas. Escolhamos bem nosso caminho em 2008, para que não nos arrependamos no momento da apuração. Eu já fiz minha escolha e acredito no Samba da Abissínia deste ano: “Se a canoa não virar, a Abissínia chega lá...”

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

BLOCO DO CESTÃO... UM SUCESSO !!!

QUER SABER COMO FOI O BLOCO DO CESTÃO... NO CARNAVAL DE CABO FRIO 2008 ????






ACESSE:








e confira fotos, críticas, análises...




Até o comentário do dono de Jornal que não conseguiu colocar o trem na rua está lá... ano passado o trem virou charrete, esse ano ficou mesmo na garagem...afinal, quem é Cabral entende é de Caravela, não de Trem...