ESPECIAL ORÇAMENTO PARTICIPATIVO 2018

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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

RETROSPECTIVA 2008 EM NOMES...


Eloá, Obama e Madonna
Eurico, Dinamite: Segundona
Dado Dolabella (porrada)
Ex-marido da Susana Vieira (porrado)
Marquinho, Alair: quase porrada
Lula - aprovado
Maísa, Dercy, Créu
Melancia (além da banana, melão e outras: hortifruti)
Crise, eleição
Olimpíada, Nardoni
São Paulo (6)
Hamilton campeão (escroto)
Ingrid Bettancourt
Awy Wynehouse
Heath Ledger (porque os maus atores não morrem?)
Ronaldo (bola nova para o Corinthians)
Cartão corporativo
Juan Carlos Abadia (caguetou o Beira-Mar)
Rússia x Geórgia
Lindenberg
Esquece...soltem os fogos




segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

MENSAGEM DE NATAL E FIM DE ANO...

ROTINA

Nasceu, cresceu e morreu...como janeiros de férias, fevereiros de carnavais e de sambas com surpreendentes cordões. Os marços, são d’águas e de vidas especiais, que nascem em redes de ouro. Se abril, se fechou, pouco sei: mês de mentiras e de arrancar dentes de raiva. As mães, as praças e as flores (que são de maio, ou de plástico para os Titãs) competem como Luas a iluminar Saturno (Luas iluminam? Bom, a minha me clareia...). As juninas festas antecipam a única rotina que se repete (quem disse que toda rotina se repete?) quando chegam novas férias, ao passo que o agosto das Igrejas vazias e falidas não vê buquês suspeitos nem festas sem presentes. Setembro, se tem brotos ou não tem bromélias, o fato é que ficamos independentes num dia só – isso também é rotina, a não ser para Deus, que demorou uma semana para criar o caos, cuja parte o Pedro libertou em uma defecada, e que a gente demora um dia todo pra lembrar. Outubro, ou tu brotas, outubristas devotos do Francisco, das crianças – sem pedofilia – ou até da Virgem Santa – sem joelhos doloridos. Paciência, lá vem novembro, que de novo, só as três primeiras letras. É hora de chorar os mortos de manhã, após o pagode da madrugada que passou. Boas vindas ao douto dezembro, cujo dez mais parece um noventa e seis – obrigado à banca. Minha ceia se foi com chuvas da Catarina e meus fogos com eleições sorridentes e diplomas dos não-formados. Encaremos nossas festas, amemos nossos gastos, e esqueçamos nossos sentidos que se deveriam sentir em todos os dias – e sentidos. E esqueçamos de novo. E sempre. E sempre ou até que janeiro comece, e que nossa rotina se divinize. A não ser que ela continue presente, para transformar águas de poço em vinhos do porto. Amém

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

QUEM É O PREFEITO ?????



18/12/2008 01:14:00

Disputa em Cabo Frio se define nos tribunais Alair Corrêa e Marquinho Mendes promovem guerra de liminares por diploma de prefeito. Em Miguel Pereira, poderá haver nova eleição


Cabo Frio - O prefeito Marquinho Mendes (PSDB) será diplomado hoje vencedor da disputa pela Prefeitura de Cabo Frio, graças a liminar concedida ontem à tarde pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A medida suspendeu decisão do juiz Caio Romo, da 96ª Zona Eleitoral, que pela manhã havia decidido diplomar o segundo colocado nas urnas, o deputado estadual Alair Corrêa (PMDB), porque a candidatura de Mendes foi impugnada por compra de votos.
A liminar, concedida pelo juiz Paulo Troccoli Neto, garante a Mendes o direito de ser considerado vencedor das eleições até o julgamento final, em última instância, das várias ações contra ele. Se a medida for mantida, Mendes poderá tomar posse em 1º de janeiro. Troccoli Neto alegou que a disputa em Cabo Frio está “em clima de guerra” e se transformou em “balbúrdia jurídica”, o que justificaria a concessão da liminar beneficiando o prefeito. O caso ainda terá de ser analisado pelo plenário do TRE.

O fato é apenas mais um capítulo da acirrada disputa pela prefeitura da cidade. Desde o fim da eleição, Mendes e Corrêa vêm brigando nos tribunais pelo cargo de prefeito. Os dois são ex-aliados políticos. Marquinho Mendes foi eleito prefeito em 2004 com o apoio de Alair Corrêa. Os dois, porém, se tornaram inimigos em 2007, depois que o PMDB preteriu a candidatura de Mendes à reeleição e decidiu apoiar o nome de Corrêa para concorrer à prefeitura pelo partido.
A diplomação em Cabo Frio está marcada para as 14h, no Tribunal do Júri do Fórum. Até a hora do ato porém, Alair Corrêa vai tentar impedir a diplomação de Mendes buscando nova medida judicial para sustar a decisão do TRE.

MIGALHAS...


---------- A BOA DO FIM DE SEMANA É A "MAIS RATONA" FOTOGRÁFICA DE CABO FRIO. O evento acontecerá no Convento Nossa Senhora dos Anjos, para o qual vinte e um fotógrafos já confirmaram presença. Nos dias 19 e 20 de dezembro, à partir de 20h, eles irão expor seus talentos nessa espécie de “versão de bolso” da Maratona Fotográfica, evento já consagrado na cultura cabo-friense. O objetivo é comemorar a concessão da Lei de Incentivo à Cultura para a Maratona Fotográfica, que, por conta da burocracia, só poderá ser realizada no ano que vem. O nome Mais Ratona Fotográfica, além de ser um trocadilho com o nome do evento original, foi concebido porque a programação conta com poucos apoiadores e, segundo os organizadores, está sendo feita “na base da rataria”. A programação contempla, ainda, show ao vivo com Fafavo, roda de jongo da Associação Tributo à Arte e à Liberdade (Tribal) e workshop de fotografia, entre outras atividades culturais. Para isso, a Mais Ratona contará com o apoio da Tribal, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Igreja Católica, da Secaf e da Gaia Produções. Estão na produção do evento Paulo Mainhard, os jornalistas Ravi Arrabal e Tomás Baggio, e a fotógrafa Mariana Ricci. (FONTE: Release da organização do evento)


---------- WALTER BRITO NETO (PRB-PB) FOI O PRIMEIRO DEPUTADO FEDERAL CASSADO PELO TSE POR TROCAR DE PARTIDO - a chamada infidelidade partidária. Eleito pelo DEM, Walter Brito Neto, assumiu em novembro de 2007 o mandato de deputado federal no lugar de Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB), pai do governador da Paraíba, que renunciou um dia antes para evitar que fosse condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de assassinato. (Notícia completa:
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac295449,0.htm)


---------- O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ADIOU PARA HOJE O JULGAMENTO SOBRE A CASSAÇÃO dos mandatos do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e do vice-governador, Luiz Carlos Porto (PPS), por abuso de poder econômico. O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, disse nesta quarta-feira que o adiamento foi provocado pela ausência do quórum completo do tribunal que é formado por sete ministros. Jackson Lago, mais conhecido como o Woody Allen do Nordeste, possui uma legião de seguidores apaixonados, especialmente após ter derrotado o clâ coronelista dos Sarneys. Claro, isso não significa que ele santo. Mas eu prefiro o velhinho engraçadinho do que a gatinha nada manhosa do Sarney...



quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

ARTIGO...



O SEXTO ÓCULOS
Ou Salineira com a Comunidade

Na manhã de hoje, a população de Cabo Frio ficou sabendo da nova alteração nas tarifas dos ônibus intermunicipais. Costumo dizer que os aumentos de passagens na cidade são como os óculos do cliente. Explico-me. Quando mais novo – por volta do século XVI – trabalhava eu num escritório de advocacia que mexia, principalmente, (as vírgulas são homenagem a alguém muito especial) com processos de resgate do FGTS de funcionários da Álcalis. Um dos muitos clientes deste processo, a toda semana, vinha a reclamar de sua pobreza, em atitude de profunda mendicância. Em certo dia, o jovem ancião deixa cair os óculos de grau no chão, espatifando-os. Assusto-me. Ele não: “É o sexto”, diz. Aquele cliente não se acostumara com a miséria, ainda. Mas já se acostumara a perder os óculos. Diante da barriga vazia, enxergar ou não era um detalhe.

Por aqui em Cabo Frio, as tarifas são os óculos do cliente. Não nos importamos mais se caem, quebram ou sobem. Em Santa Catarina, Londrina, Curitiba e Porto Alegre, veríamos pessoas “quebrando coisas”, como diria Nietzsche. Talvez não precisemos chegar a esse ponto. Mas se conformar é uma violência maior que quebrar um ônibus.

A FETRANSPOR – Federação das empresas de passageiros do Estado do Rio de Janeiro – que já foi presidida pelo hiper-sacrossanto Francisco José Gavinho Geraldo, menos desconhecido como Chico da Salineira, resolveu pedir ao DETRO – Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro – o aumento de mais de 28% nas passagens inter-municipais. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, a inflação nacional em 2008 foi de 10,27%, segundo índice do IGP-10. Em 1º de março deste ano o salário mínimo aumentou 9,2%. O DETRO fez biquinho (outra homenagem para alguém importante) para a FETRANSPOR, e aumentou as passagens em 10%. Parece justo, afinal, é o mesmo índice da inflação e do aumento salarial no ano.

CERTO? ERRADO! Em primeiro lugar, o índice da inflação e o aumento do salário são números unitários no ano de 2008, ao passo que o aumento das passagens, se não me falha a doentia memória, não é o primeiro do ano. Por outro lado, a economia não funciona de forma simplória assim. Não sei em quanto os gastos da Salineira aumentaram ou não. Não sei a que ponto a crise internacional atinge uma empresa regional. Não sei se a idéia é somente manter um nível exorbitante de arrecadação. Novamente (???) devemos pressionar a empresa Salineira a empreender Auditoria Pública de suas contas. Eu sei quanto o Prefeito ganha. Sei quanto os Secretários e Vereadores ganham. Basta buscar na Câmara Municipal a Lei que disciplina seus salários. Mas a Salineira, que é concessão municipal, essa ninguém sabe quanto gasta, quanto ganha, nem sabemos se há parafusos de centenas de reais em seus ônibus, como bem gostava o falecido Toninho Branco em Búzios.

O empresário tem direito a ganhar o quanto quiser. É regra da livre-iniciativa. Mas eu também tenho o direito de não ser idiota. Tenho direito de evitar que ele ganhe dinheiro demais em cima de mim, que gasto demais e ganho de menos por causa dele. Se ele tem o direito de me explorar, eu tenho o direito de mandar ele pro inferno. Mas enquanto eu não alcanço esse direito, prefiro desafiá-lo a nos mostrar seus gastos.

Em uma Audiência Pública no ano de 2007, o Sr. Chico da Salineira, respondendo à minha intervenção, disse que se a Prefeitura subsidiasse as passagens de idosos e estudantes, ele abriria as contas em auditoria. O cartão-cidadão não é exatamente o que o Sr. Pediu, mas é parecido. E o Sr., fará parecido, ou fingirá que é com outro?

Enquanto isso, preparo-me para cortar meus cabelos no projeto social “Salineira com a comunidade”. Na volta, pagarei R$ 3,15 para chegar em casa. Mas é assim mesmo. É apenas o sexto óculos que se quebra.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

MIGALHAS...


---------- QUEM SERÁ O DIPLOMADO? pergunta mais importante que a já tradicional sobre o Benedito...ontem, o site do TRE apresentava Mandado de Segurança impetrado por Marquinho para a diplomação. Há quem diga que isso significa a diplomação de Alair. Há quem diga que é o contrário. Levando em conta que o MS serve para garantir direito líquido e certo, fora a questão da condenação de Alair sobre o Fundo Municipal de Saúde em relação à dengue, parece que a coisa pende para o tucano...é esperar pra ver...

---------- O CARNAVAL DE CABO FRIO PEGA FOGO, MAS É NOS TRIBUNAIS, E NÃO NA AVENIDA. A próxima reunião da Liga das Escolas de samba vai trazer uma bomba jurídica, digamos, à Diretoria. O fato tem a ver com o Ministério Público e um certo personagem do orkut denominado "Zé Mané do Samba". Aguardem...

---------- A ENQUETE DESTE BLOG FOI UM SUCESSO, agora só falta o grande guru Totonho tirar a esperada foto, com sunguinha de tricô, na Praia do Forte. Quase 100% dos participante desejam esta dádiva, ó magno semi-deus dos blogueiros...atendie os desejos de vossos discípulos!

---------- CASO ASSUMA REALMENTE A PREFEITURA, MARQUINHO NÃO MANTERÁ EXATAMENTE O ATUAL SECRETARIADO ANUNCIADO. Devem haver mudanças, especialmente com relação à Vice-Prefeita e a ex-Vereadores não reeleitos.

---------- LUIS GERALDO PODE SER PREFEITO? PODE. Se Maqruinho não for diplomado e a condenação de Alair sobre o FMS lhe impedir também a diplomação, Luis Geraldo assume a Prefeitura, por ser Presidente da Câmara, até as novas eleições. Seu suplente - se não estamos enganados, Valcy Rodrigues ou Amador - entra na sua vaga parlamentar.

---------- O GOVERNO MIRINHO EM BÚZIOS PODE SER UMA ESPERANÇA PROGRESSISTA NA REGIÃO. Dependendo do que se entenda por progressista...dependendo do que se entenda por Região...espera-se muito desse novo mandato, até pela equipe que está sendo escalada pelo Prefeito eleito. Se Mirinho for esperto, investirá na articulação regional, com está sendo feito entre Arraial, Cabo Frio e São Pedro. Agregar nomes fortes de Arraial do Cabo e principalmente da oposição em Cabo Frio será essencial para o sucesso de Mirinho.

--------- A SAPATADA DO REPÓRTER IRAQUIANO EM GEORGE BUSH FEZ SUCESSO. A assessoria do Prefeito Marquinho Mendes teme que a moda pegue e já baixou decreto municipal, proibindo jornalistas de entrarem de sapatos nas reuniões dos contratados da Prefeitura, digo, nas coletivas da imprensa cabo-friense. Diz-se que o tal decreto será publicado no Lagos Jornal. Ou no Blog do Totonho, ou ainda no Primeira Hora, de Búzios.


---------- Mas não há riscos: os jornalistas de Cabo Frio sabem que quem atirar o sapato no Prefeito vai perder o pé de meia...




Frase do dia...

"SE BARBA FOSSE SINAL DE RESPEITO, BODE NÃO TINHA CHIFRE"
(Russo do Pançudo)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

UMA NOTA...


De quem é o poder?

A recente decisão do TSE, dando às Câmaras Municipais o poder final de decidir sobre as contas dos Prefeitos, mostra uma outra face da incompetência política e legal do país: nem sempre o problema parte do político, mas da lei. Não estamos aqui para discutir se as contas de Alair, por exemplo, deveriam ou não serem aprovadas, se são ou não corruptas. Elas já seriam aprovadas, e isso faria delas plenamente legais. Estamos aqui para discutir os mecanismos legais e democráticos da mesma aprovação.

O STF aprovou as contas, rejeitadas pelo TCE, sob a alegação de que a lei entende que as Câmaras Municipais possuem a autoridade de aprovar ou não as contas de Prefeitos. Portanto, o STF não poderia tomar outra medida que não essa. Aqui vemos dois problemas.

Primeiro um problema de tecnicidade. O TCE, assim como o TCU, se preparam tecnicamente para analisar contas, orçamentos e gastos públicos. Seus funcionários e conselheiros são formados para isso. As Câmara Municipais, no entanto, lotam servidores públicos - os Vereadores - eleitos pelo povo, e nem sempre preparados tecnicamente para tal análise.

Em segundo lugar, um problema de organicidade. É sabido que muitas Câmaras Municipais no Brasil, incluindo a de Cabo Frio, são orgânicas, isso é, não oferecem, com raras exceções, obstáculos democráticos para a provação de qualquer palavra, projeto, ordem ou espirro do Prefeito. "Tudo o que o mestre mandar faremos todos", diz a brincadeira, e dizem a maioria dos Vereadores. Se isso é certo ou não, é outra discussão, o fato é que essa é a realidade, e não sou eu quem falo, são os resultados numéricos das votações de Projetos dos últimos anos: são dados, onde destaco o Projeto de Lei dos espigões da Ogiva, que só teve dois votos contrários, embora, à época, tivéssemos quatro Vereadores que se diziam de oposição.

Dessa forma, a idéia de Montesquieu, baseada no sistema de freios e contrapesos, onde um poder constituído fiscaliza o outro, morre com o parecer do STF. Uma Câmara com maciça maioria de Vereadores da base governista não é um outro poder - o é apenas na forma, não no conteúdo. Ao dar ao Poder Legislativo a prerrogativa da palavra final sobre contas de Prefeitos, ou seja, dar a um poder político a decisão sobre contas de políticos, ao invés de dar esse dever de decisão a um poder técnico, o STF confirma o que diz Maximiliano - "talvez a democracia nunca tenha existido" e, por fim, confirma a tese do nosso grande filósofo e magnata bandido Naji Nahas: "Minha preocupação é com a primeira instância. No STJ e no STF, eu resolvo"

domingo, 7 de dezembro de 2008

Para refletir...


Revendo Valores...


"Brega" é quem não sabe do que estamos falando."Brega" é quem desconhece o que estamos sentindo."Brega" é quem acha que a felicidade está à porta dos desejos e objetos mais complexos da vida. Estar na moda não é brega. Estar na moda é cantar pagode (Sim! Por que não?!). Estar na moda é encantar-se com o simples. Estar na moda é fazer parte da maioria. É ler "gibi". A maioria não tem vergonha de cantar que "ama". A maioria vai à feira aos domingos. A maioria não tem depressão. Como é bom voltar ao mundo real e fazer parte da maioria. Como é bom descobrir que a vida é simples. E que eu, quem diria, "eu era muito brega"!



Lira Moura

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

UMA NOTA...



QUO VADES????



A instabilidade política que vive a cidade de Cabo Frio é mais um marco histórico, seja ele positivo ou negativo, na vida de nosso Município, depois de uma eleição atípica, especialmente no que diz respeito às representações sociais - os adversários, nesta eleição, não eram adversários, mas verdadeiros inimigos demoníacos da verdade pessoal do eleitor. Os números foram, de igual maneira, atípicos, a atuação da justiça eleitoral, idem. Tudo foi diferente. Pessoas, até da mesma família, deixaram de se falar, e as agressões físicas só não foram maiores porque o nível de racionalidade não chegou a ser tão ferido, embora casos tenham sido abafados, como o do pagode no campo do flamengo...mas isso é outra história...

Desde que os grupos de Marquinho e Alair se dividiram, muita gente ficou em cima do muro, tanto das altas cúpulas políticas, passando pelo comérico, e chegando à mais pobre população. Como escrever contra um, sem saber se o outro é que vai ganhar? Como prometer a um sem saber se o outro assumirá? Como apoiar um, com medo do outro levar?

Esse medo do "outro vencedor" - usando expressão análoga à de "outro conveniente", de Freud, se estendeu até os dias de hoje, e talvez ainda demore a se dissipar. Cada comentário piadístico da política na cidade é seguido da resposta "cuidado rapaz, a coisa ainda pode mudar". A impugnação da eleição de Marquinho Mendes em primeira instância, cabendo ainda recurso, trouxe à população em geral um sentimento de insegurança. Quem será o Prefeito? A quem me venderei hoje?

Claro que esta é uma dúvida que paira pelas cabeças dos cidadãos que dependem da Prefeitura para viver. E são muitas, muitas cabeças. Nem sempre elas são culpadas por estarem presas ao poder - algumas foram delicadamente colocadas nessa estrutura, seguindo uma teoria sociaol funcionalista, e não intencionalista. São cerca de 3.500 funcionários efetivos, dados oficiais da Prefeitura. Diante desse número, pelos meus cálculos, não temos menos de 11.000 contratados. Cerca de 15.000 pessoas, pois, são quase 10% da população. Levando em conta que quase todos têm família e as sustentam e levando em conta que a maioria das famílias têm, pelo menos, mais duas pessoas além dos funcionários, os números ficam assustadores. Fora a dependência indireta: comércio, empreiteiras, etc. O Governo virou o grande empregador. Mas no mau sentido.

Todo mundo quase depende do Governo e o Governo está dependendo da justiça. De um lado, o perdedor da eleição já monta até secretariado, na certeza de que irá assumir. De outro lado, o vencedor da eleição ri da justiça e abafa o procedimento legal na imprensa, que ele, fora raras exceções, domina. E a população, dependente do poder, seja porque quer, seja porque foi colocada ali, fica sem saber para onde ir, já que sua vida de gado depende de para onde o fazendeiro a conduz.

domingo, 30 de novembro de 2008

MIGALHAS...


---------- QUEM PASSOU PELO CANAL NO DOMINGO DE MANHÃ VIU, próximo à Caça e Pesca, o Vereador Valcy Rodrigues, trajando roupa social impecável e óculos escuros hig-tec, numa tranquila e popular pescaria. Tem gente torcendo para que, de fato, o peixe morra pela boca...


---------- A CAMPANHA DE ARRECADAÇÃO DE DONATIVOS PARA A TRAGÉDIA DE SANTA CATARINA CONTINUA durante essa semana, basta levar suas doações à Secretaria da Paróquia de Nosa Senhora da Assunção. Rou pas e alimentos em geral estão sendo aceitos e serão levados pelo Corpo de Bombeiros até o Rio de Janeiro, onde seguem de avião até o Estado da Região do Sul. A idéia é compartilhar também com Campos e Rio Bonito, que sofrem de forma semelhante com as chuvas.


---------- DIA 10 DE DEZEMBRO ACONTECERÁ A FESTA DE IM DE ANO DA FOLHA DOS LAGOS, já tradicional na cidade. As camisas estão sendo vendidas na sede do jornal. O evento é momento de ver as figurinhas tarimbadas da cidade, tirar fotos de políticos e fazer perguntas inteligentes, quase nunca respondidas.


---------- MUITO BOA A REPORTAGEM DE RENATO SILVEIRA NA FOLHA DOS LAGOS DE HOJE, cujo tema é A Casa da Flor. Vale à pena conferiri o site que serviu de fonte para a matéria: http://www.casadaflor.org.br/


---------- TERMINOU ONTEM O CURSO DE PATRIMÔNIO CULTURAL PROMOVIDO PELO IPHAN, no Convento de Nossa Senhora dos Anjos. Foram 6 dias de curso com paletras de nomes renomados da região e bons lanches no intervalo...no último dia, realizou-se uma inspeção do Convento e resolveu-se pela elaboração de um documento com solicitações ao Poder Executivo Municipal, que começa a ser preparado na quarta-feira, dia 03 de dezembro. Ótima iniciativa do IPHAN, correspondida pela população, com cerca de 90 inscrições. Resta saber se a Sagrada Trindade da Democracia (Instituições de Preservação + poopulação + Poder Público) vai se consolidar com o documento - só depende do Prefeito...


---------- O PALPITE DESTE BLOG PARA A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA DE CABO FRIO EM 2009 havia ficado entre Rui Machado e Aires Bessa. Acrescentemos alguns pontos para o primeiro. Deverá ser o novo Presidente. É esperar para ver.


---------- ALGUNS DESTINOS POLÍTICOS DA REGIÃO COMEÇAM A SER TRAÇADOS
. Chiquinho do Atacadão deverá investir em Búzios, já que seu título eleitoral foi transferido para lá. Comenta-se que será aliado da oposição a Mirinho. Hugo Canellas passará a ser ligação de alguns municípios com Brasília. José Bonifácio vai se dedicar à Direção Estadual do PDT, onde deverá ser o Secretário-Geral.


----------POR FALAR EM BÚZIOS, surpresas nem tão surpreendentes podem pintar no Secretariado nessa semana. Aguardem...


---------- A EXPECTATIVA DO GRUPO DE ALAIR CORRÊA É GRANDE
pelo 18 de dezembro. As conversas no Itajurú tem sido quentes e a última pergunta que surgiu foi: de que lado está (ou estará em 2010) Bernardo Ariston? Pelo tom das últimas falações do Deputado, opina este Blog, do lado de Marquinho não é...



---------- O CANDIDATO A DEPUTADO ESTADUAL DO GOVERNO MARQUINHO, EM 2010 deverá ser Alfredo Barreto. O comentário é que o irmão do Prefeito, Carlos Victor, seria o candidato a Federal. Será?




"E viva a pia!" (Autor desconhecido)

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

MIGALHAS...



---------- A DISCUSSÃO DA MALA BRANCA no campeonato brasileiro tem causado polêmica, mas na política ela já existe há algum tempo...nas eleições de 2004, há suspeitas (???) de que os candidatos Eduardo Kita e Dirlei Pereira receberam do então também candidato Alair Corrêa a mala branca para se candidatarem apenas com o objetivo de fragmentarem o quadro eleitoral, enfraquecendo a oposição. Neste ano, as coisas foram mais claras, e o PRTB lançou um candidato que defendia o governo. Dá pra dizer que Alair concorreu em 2004 com 3 candidatos (Marquinho, Dirlei e Kita) e Marquinho em 2008 com dois (Marquinho e Bombeiro)? Fica a pergunta no ar...

---------- A TRAGÉDIA EM SANTA CATARINA anda movimentando a política nacional. Não necessariamente os corações dos políticos, mas sem dúvida, os bolsos e a corrida presidencial de 2010. O Presidente Lula já prometeu ajuda financeira, e o Governador de São Paulo José Serra também. Quem dá mais aos desesperados por um voto em 2010 ????

---------- O CONCURSO PÚBLICO DE BÚZIOS pode ser cancelado antes de acontecer. É que o quantitativo de cargos e salários não recebeu prévio estudo orçamentário, o que é ilegal, posto que fica inviável criar cargos e demandas financeiras sem aprovação do Legislativo, já que eles poderiam ser criados sem dinheiro para pagá-los, já que não haveria estudo do orçamento. Vale à pena esperar até 05 de dezembro, último dia da inscrição, para arriscar com menos perigo. Com o fim do concurso, de um lado, a população sai perdendo diretamente, pois oportunidades de emprego estáve; por outro, a aprovação do concurso pode fazer a mesma população perder indiretamente, pois o orçamento da Prefeitura entraria em caos e os serviços públicos básicos chegariam ao colapso possivelmente.

---------- ENQUANTO CABO FRIO COMEMORAVA SEU ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO, no dia 13 de novembro, o Presidente Lula e o Papa Bento XVI firmavam um acordo entre Estados, denominado Estatuto Jurídico da Igreja no Brasil. O documento não traz maiores novidades, somente reafirmando antigos direitos da instituição religiosa no país. Talvez a maior liberdade dada aos missionários para visitas a hospitais seja uma das poucas "boas novas" do acordo. A estratégia jurídica do Vaticano, porém, é inteligente: o sistema jurídico braisleiro cada vez mais prende-se a normas específicas, deixando de cumprir preceitos abstratos ou gerais demais, como os institucionais, numa oposição ao modelo norte-americano, extremamente constitucionalista, de acordo com a análise de Tocuqeville ("A Democracia na América"). Dessa forma, quanto mais específica a lei, melhor para os maus entendedores do direito nacional...

---------- FORAM CASSADOS ONTEM PELA JUÍZA MARIA EUNICE TORRES DO NASICMENTO OS REGISTROS DE CANDIDATURA DO PREFEITO ELEITO DE MANAUS, AMAZONINO MENDES (PTB), e do vice, o deputado federal Carlos Souza (PP). Ambos foram julgados por crimes de captação ilícita de sufrágio por conta da distribuição aleatória de vale-combustível e distribuição de material de propaganda eleitoral. No parecer, a magistrada condena ainda Amazonino e Souza ao pagamento de multa individual no valor de 50 mil UFIRs (cerca de R$ 92 mil). A assessoria de Amazonino informou que "o corpo jurídico já foi acionado" e que recorrerá da decisão. No dia 4 de outubro, a Polícia Federal apreendeu 419 requisições de combustível com a inscrição "Eleições 2008 - Amazonino Mendes", que estavam com o gerente de um posto de gasolina. Um DVD com imagens dos carros sendo abastecidos e cabos eleitorais fixando adesivos do então candidato a prefeito em vários veículos e notas fiscais rasuradas foram entregues por adversários ao Tribunal Regional Eleitoral. Tem gente em Cabo Frio achando que os ventos amazônicos podem chegar aqui, trazidos pela frente fria. É esperar pra ver...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Um pouco de poesia...

2009 - Num Ano de Paz!


Que a nossa doce história fique guardadinha em seu coração...

Que não se cultivem rancor e sentimentos mesquinhos...

Que eu me imortalize em seu pensamento e em suas próximas e eternas
inspirações...

Que eu me faça presente, mesmo em razão da ausência

Que eu seja a sua rima, sua analista!

Que eu seja a sua projeção!

Que você seja muito feliz, nas quatro estações do ano...

Me imortalize!

No imaginário, no dia-a-dia, no olhar de uma outra (sedenta por atenção e recompensa):

Me desconstrua... Me encontre...Só não me odeie.

E, certa de ser sua amada,

não me construa um altar...



Lira Moura

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

DOUTRINA SOCIAL


A partir deste mês, nosso blog estará postando mensalmente os artigos sobre a Doutrina Social da Igreja Católica, publicados no Jornal Sal e Luz, da Paróquia Nossa Senhora da Assunção. A Doutrina Social da Igreja é a parte da Teologia preocupada com as relações entre o pensamento cristão-católico e as relações sociais, bem como com a transformação de suas realidades e a crítica a suas desigualdades. Esta linha de pensamento, que vinha sustentada especialmente por Leão XIII e João Paulo II, ganhou força e 2005, com a publicação do Compêndio da Doutrina Social da Igreja, do Pontifício Conselho de Justiça e Paz do Vaticano, documento oficial que reúne todas as reflexões sobre variados temas no contexto da Doutrina Social.


DOUTRINA SOCIAL E A CRISE ECONÔMICA INTERNACIONAL

Recentemente, o Papa Bento XVI manifestou-se em uma homilia acerca da crise econômica internacional, que na verdade repete fatos ocorridos de forma semelhante em 1929 e 1973 (crise do petróleo). A idéia de que a crise do capital é fruto do pecado e da cobiça humana, embora pareça moralista e tradicional à primeira vista, se bem observada, é mais do que lógica. A crise parece ser uma “boa” oportunidade de refletir e fazer com que a sociedade reflita sobre o valor que damos ao dinheiro e ao mercado de capitais (transformação de dinheiro em dinheiro) diante de outros valores sociais e éticos.

Poucos de nós sabemos explicar este fenômeno que nos atinge. A linguagem econômica é afastada do povo. As compras a prazo no mercado imobiliário americano, os juros e os créditos excessivos contribuíram para a crise. O mercado de ações também precisa ser revisto, já que muitas vezes boatos causam quedas ou altas de ações de empresas, gerando desemprego e falências por motivos nada racionais.

A Igreja prega como princípio da economia a limitação dos meios em relação às necessidades individuais e sociais (§ 346)*. A questão econômica, que envolve lucro, juros, crédito e capital, deva ser submissa às necessidades humanas, e não o contrário. Nesse sentido, caberia ao credor propor ao devedor créditos possíveis, e não ilusórios. O não cumprimento desse princípio, por exemplo, causou a crise imobiliária americana, quando os compradores receberam créditos que não poderiam suprir.


O acúmulo de capital, segundo a Igreja, também precisa ser revisto, posto que “o dever de caridade consiste em usar o supérfluo, e às vezes até o necessário, para garantir o indispensável à vida do pobre” (§ 359).

Quanto à já citada questão da relação entre pecado e crise econômica internacional, cabe primeiro entendermos o consumismo como “a orientação mais para o ‘ter’ do que para o ‘ser’, que impede-nos de distinguir entre as formas elevadas de satisfação e as formas artificiais de satisfação” (João Paulo II, Carta Encíclica Centesimus Annus). Entendendo o consumismo como um pecado social, porque traz pobreza ao redor e excesso de bens materiais para si mesmo, e também um pecado psicológico, porque nos afasta das reflexões sobre nós mesmos, numa fuga de nossa própria realidade, podemos entender as afirmações do Papa Bento XVI.

Nas palavras de João Paulo II, “a globalização alimenta novas esperanças, mas também suscita interrogações inquietantes”, porque traz evoluções tecnológicas ao mesmo tempo em que aumenta as desigualdades sociais (Exortação Apostólica Ecclesia in América). Nesse sentido, cabe à Igreja fazer a sociedade refletir a partir de sua doutrina, mas também fazer ela mesma uma auto-reflexão, para não cometermos o tal “pecado psicológico”, ao fugirmos de nossa próprias faltas: de que forma colocamos o dinheiro e o lucro acima das relações humanas, nas nossas festas paroquiais, nossas pastorais, nossos eventos em Capelas, nas vendas de lembranças e contribuições de Santuários? De que forma pensamos e utilizamos o crédito, os juros e o capital nas nossas relações pessoais, trabalhistas e empresariais, como cristãos, no nosso dia-a-dia?

* Compêndio da Doutrina Social da Igreja – Pontifício Conselho de Justiça e Paz; Edições Paulinas, São Paulo, 2005

domingo, 23 de novembro de 2008

MIGALHAS...

------- VOTO VIVO é o nome do movimento que começa a se articular em Cabo Frio, a partir da idéia de moradores do Segundo Distrito. A idéia é criar uma Comissão que se faça presente na Câmara Municipal de Cabo Frio para observar e fiscalizar o trabalho do Legislativo, fazendo uma ponte entre os Vereadores e a população. De caráter supra-partidário, o movimento promete uma atuação imparcial e pacífica.


------- RUI MACHADO OU AIRES BESSA. Um dos dois deve ser o novo Presidente da Câmara Municipal de Cabo Frio. O primeiro larga na frente.


------- A GUERRA CONTINUA no Jacaré. Muros foram pixados com temas do Comando Vermelho, já que a facção se articula para tomar o controle do tráfico no bairro, a partir da mrte de Leco, chefe do Terceiro Comando Puro. Mas a "transição de Governo" ainda não está decidida: membros do TCP apagaram as pixações e fizeram inscrições exaltando a facção ainda reinante na comunidade. Carros vermelhos e brancos estã proibidos de transitar no bairro.


------ V PRÊMIO CABOFRIO DE COMUNICAÇÃO, evento que se realizará nesta quinta-feira, dia 27 de novembro, promovido pela Prefeitura de Cabo Frio, no Clube Náutico, na Ogiva, com início marcado para às 20h. No total, 28 trabalhos foram inscritos tendo como tema “Ações que promovam o município de Cabo Frio, estimulando o progresso e a valorização do cidadão”. A grande expectativa é por quantos prêmios o Lagos Jornal e a Lagos TV irão ganhar...


------ O 9º CURSO DE PATRIMÔNIO CULTURAL será promovido pelo Museu de Arte Religiosa e Tradicional, para profissionais das áreas de educação, cultura e turismo, no período de 24 a 29.11.08, sendo que,de 24 a 28 das 18:00 às 21:00 horas e no dia 29.11 das 10:00 às 12:00horas. O curso será ministrado por técnicos do IPHAN, Universidades públicas e particulares com palestras sobre os temas das áreas depatrimônio material, imaterial, natural e arqueológico. As inscrições poderão ser realizadas pelo telefone 22-26443317 oue-mail muart.6sr@iphan.gov.br ou no próprio museu no dia 24.11 das17:00 às 18:00. Será expedido certificado pelo Departamento de Museus e CentrosCulturais do IPHAN aos participantes que obtiverem 70% de frequencia. O melhor: o curso é gratuito...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

ARTIGO...




BARACK OBAMA OU BARACK OBINA?

Imediatamente ao ouvir o resultado das eleições americanas, que consagraram o Senador Barack Obama como o novo Presidente da macro-nação do Norte, lembrei-me de uma piada de um amigo, após vitória do Flamengo: Salve Barack Obina! Apesar de ter achado a brincadeira ridícula, não pude deixar de pensar: seria Barack Obama, na verdade, Barack Obina?


As análises política nas vésperas das eleições americanas pareciam lançar essa dúvida na cabeça doe eleitor e do cidadão do mundo. Obama, segundo eles, não apresentava propostas concretas, mas apenas discursos abstratos de mudança, e de união, semelhante à retórica dos movimentos de 68. Obama seria apenas uma imagem, um símbolo de marketing, diziam eles. Por outro lado, reforçavam a experiência de Mc Cain ao longo de 21 anos como Senador. Mc Cain era o candidato feio, mas profissional; Obama era o candidato bonito e simbólico, mas perigoso, porque não se sabia o que pensava, além de ser inexperiente.

Isso me fez lembrar Obina, o tal atacante flamenguista. Não joga bem, é verdade; não faz tantos gols, idem. Mas faz gols decisivos. Não é absolutamente belo, aliás, é o anti-belo, diriam os filósofos. Mas tem carisma, uma imagem, um símbolo. Faz lembrar Fio Maravilha, outro atacante que caiu nas graças da torcida, justamente porque era bem feio. E não fazia tantos gols também.
A idéia então nas últimas semanas era mostrar que Obama era um Obina: uma mera imagem, simbólica, divertida e carismática, mas que não era, na verdade, um atacante experiente, fazedor de gols, eficiente e habilidoso.



Então Mc Cain seria o atacante bonito e eficiente? Discordo. A argumentação de que ele teria experiência pode ser vista ao contrário: 21 anos como Senador, não foi nenhuma vez portador de cargo executivo: Prefeito, Governador, ou coisa do tipo. Que experiência é essa? A experiência do Senador que perdeu a indicação do Partido Republicano em 2000 para George Bush e quase perdeu esse ano novamente?



Obama é Obina? Para mim não. Mas talvez seja: isso só o tempo vai dizer. A eleição é sempre uma aposta no escuro – sem piadas racistas – e nesse sentido, a aposta em Obama seria a opção por uma dúvida mais prazerosa. A idéia de que devemos votar nos políticos mais seguros e experientes, e não numa imagem, é risível. Quando na história isso aconteceu? Quando votamos “nos melhores projetos”? Quando votamos nos “experientes”?



Obama não deve ser Obina. Obama pode ser só um símbolo? Pode. Mas Mc Cain também é um símbolo e Bush também. Eu prefiro o símbolo de Obama, que faz ecoar em meu ouvido as manifestalções estudantis da Universidade de San Diego Califórnia nos tempos de Marcuse, e também as passeatas de 68 em Paris. Prefiro o símbolo Obama que me faz lembrar Luther King e a Tropicália brasileira. Prefiro o símbolo de Obama, para curar um pouco dos machucados pela derrota de Gabeira e outros mais. Prefiro a imagem de Obama do que a de Mc Cain que me faz lembrar Antônio Carlos Magalhães, Sarkozy e Bush.



Talvez nos decpcionemos com Obama, ao ver, no final de um mandato, que o slogan de sua campanha – sim, nós podemos mudar – não se realizou. O fato é que com Obama temos 50% de chances de ver isso e 50% de chances de nos decepcionar. Com Mc Cain, a possibilidade de mudança seria inexistente. É melhor correr riscos para ver sonhos, com possibilidades de pesadelos, do que se conformar, sem riscos, com a manutenção de uma realidade medíocre. Obama não é Obina. Obama é Barack. E o gol decisivo pode ser dele, mesmo que seja feio, e aos 47 do segundo tempo. O importante é que a torcida pediu. Espero que possamos aplaudir ao final do campeonato.


quinta-feira, 23 de outubro de 2008

PARABÉNS!!

ESTE BLOG PARABENIZA O DEPUTADO FERNANDO GABEIRA PELA SUA BRILHANTE E HISTÓRICA CAMPANHA PARA A PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO, PERDENDO PELA PEQUENA MARGEM DE 1% DE VOTOS VÁLIDOS O PLEITO DE DOMINGO CONTRA AS MÁQUINAS ESTADUAL, FEDERAL E DA IGREJA UNIVERSAL, ALIADAS A EDUARDO PAES.
A FRENTE CARIOCA MOSTROU A TENDÊNCIA ATUAL DA ESQUERDA NACIONAL DE SE ARTICULAR E EQUILIBRAR O DISCURSO, VISANDO POLÍTICAS DE TERCEIRA VIA. AS TRÊS PROMESSAS DE CAMPANHA FORAM CUMPRIDAS: NÃO SUJAR AS RUAS; NÃO ATACAR ADVERSÁRIOS E DAR TRANSPARÊNCIA DOS GASTOS DE CAAMPANHA. O SITE DA CAMPANHA DE GABEIRA CHEGOU A FICAR ENTRE OS 100 MAIS ACESSADOS DO MUNDO. NEM SEMPRE PERDER É DERROTA. PARABÉNS.

UM POUCO DE POESIA...

AO SOM DE DERRIDA
Lira Moura*

Acasos e fronteiras
Tristeza importuna
Esperança intranqüila
Conflitos e sonhos
Corpos em colchas de chenile
Corações recheados de arco-iris
Numa completude desastrosa
Em versos de pingue e pongue
Eis que ascende a primavera!
Filosofias! Luas e brincos
Tropeços no exagero
Vinhos e chocolates
Dançando e desconstruindo
Um caminho novo
Um novo caminho
Com doce sabor de menta


*Poetisa e filósofa portuguesa

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

COLUNISTA CONVIDADO

Quem escreve no dia de hoje é o nosso companheiro blogueiro José Luiz Teixeira (www.escutaze.blog.uol.com.br), que já trabalhou na Folha de S.Paulo, BBC de Londres, entre outros órgãos de imprensa. Sem paciência e sanidade suficientes para refletir sobre o caso Eloá, resolvemos estampar essa bela reflexão sobre a relação do referido episódio com a imprensa. Vale a pena conferir.



A Imprensa dilacerada
José Luiz Teixeira*

Fiquei impressionado com a precisão cirúrgica da polícia paulista.

Conseguiu arrombar a porta, invadir o apartamento e retirar de lá o sequestrador, são e salvo, sem um arranhão.

Impressionou-me também o fantástico show da morte promovido pelas emissoras de televisão em busca de audiência, e o número absurdo de "autoridades" querendo aparecer.

A partir de um determinado momento, por exemplo, quem passou a dar entrevista no Hospital de Santo André não foi mais a diretora da instituição, mas o secretário de Saúde daquele município.

Mas o que me deixou mais impressionado, mesmo, foi a cobertura da mídia depois da morte cerebral da menina Eloá Cristina.


Não bastava mais acompanhar os personagens envolvidos no episódio: o sequestrador, as vítimas e os policiais envolvidos na operaçao de salvamento do assassino.

Agora, as equipes de TV, em nervosos comboios, passaram a seguir pelas ruas da cidade os órgãos retirados do corpo de Eloá, carregados dentro de sacolas térmicas.

Repórteres, cinegrafistas e fotógrafos acompanharam o transporte do coração, pâncreas e rins, de Santo André até o Hospital Beneficência Portuguesa, no bairro da Aclimação, em São Paulo.

Um terceiro grupo correu atrás dos pulmões, levados para o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, no bairro de Cerqueira César.

Enquanto isso, outro corre-corre para não perder de vista o figado da menina no trajeto de Santo André até o centro da capital paulista, na Santa Casa de Misericórdia.

Até ontem à tarde ainda não se sabia o destino das córneas. Mas logo, logo, saberemos, pois atentas equipes estavam de plantão para descobrir seu destino.

Os restos mortais foram enterrados no cemitério de Santo André, com transmissão ao vivo e a presença mórbida de uma multidão de anônimos.

Com um sensacionalismo nunca visto antes neste País, a mídia cobriu todo o processo de dilaceramento de Eloá Cristina. Literalmente.

A Imprensa deixou, também, aparecer suas próprias vísceras, durante uma cobertura que, definitivamente, não condiz com o que se convencionou chamar de função social da Imprensa.


* Jornalista, formado em 1974 pelaFaculdade Cásper Líbero, José Luiz Teixeiratrabalhou em diversos órgãos de imprensa,entre os quaisFolha de S.Paulo, O Globo,Rádio Tupi, BBC de Londres e Rádio e TV Gazeta.




terça-feira, 21 de outubro de 2008

ARTIGO...





AS MISSÕES DE CRISTO E BRAUDEL
Publicado no Blog do Totonho, em 23 de outubro de 2008 - www.jornalmomento.blig.ig.com.br


Neste domingo, dia 21 de outubro, celebramos catolicamente o dia das missões. A realidade missionária cristã, historicamente falando, sofre de um grande preconceito, que até se justifica, embora não se adeque à realidade. Lembramos sempre das missões católicas no Brasil e na América Latina, que por vezes geraram conflitos e mortes, é bem verdade. Por outro lado, entendemos a perspectiva psicológica e ideológica dos missionários católicos do século XVI, e também dos missionários Protestantes do século XIX, como fundada numa espécie de cristianismolatria, enquanto um pensamento que compreendia o Cristianismo ocidental europeu como a cultura acima de todas as culturas. Isso gerava a necessidade de conversão de toda a humanidade àquela doutrina, bem como o entendimento de que os que não fazem parte dela seriam, usando um termo grego, bárbaros, termo este traduzido para pagãos, nos primeiros séculos da era cristã.




É preciso encarar, porém, as perspectivas missionárias, tanto em seu lado negativo quanto positivo, com uma análise estrutural na história. A idéia de superioridade de uma raça, de um grupo ou de uma ideologia, se mantém na história, na Europa do século XIX, criadora da eugenia, entendida como doutrina de superioridade de uma raça sobre as outras o. que contaminou a Alemanha e gerou o nazismo no século XX, lembrando, portanto, que dessa forma a santa e piedosa Europa se espantou com um nazismo do século XX que ela mesma produziu no século XIX, como a falsa virgem que se diz espantada na noite de núpcias. A partir do idealismo pautado no crescimento das colonizações africanas, passa a ser necessário à “raça” européia estender seus tentáculos para “evangelizar” o mundo. Esse “evangelho”, por sua vez, baseava-se na ciência, na cultura, na tecnologia, na civilização, e não mas na Palavra de Deus – não houve ruptura com o pensamento cristão, apenas uma mudança de foco, mantendo-se a estrutura, como diria Braudel.




Por falar no historiador francês, lembremos que, de igual maneira, a França dos anos 30 do século XX vive a mesma perspectiva missionária, com as chamadas “missões francesas”, que inclusive estiveram no Brasil. De igual maneira, a idéia de que havia uma cultura, um conhecimento superior, e que os “pobres coitados” da periferia do mundo precisavam receber essa dádiva divinamente acadêmica, se mantém no pensamento desses homens. Desta vez, o evangelho não é mais a palavra de deus ou a civilização européia, mas as novas perspectivas da historiografia, a partir dos conhecimentos da Escola dos Annales, proclamadores de uma interdisciplinaridade e da defesa de um raciocínio histórico estruturalista. Braudel, um de seus maiores nomes, fez parte deste programa e esteve no Brasil em 1935, inclusive lecionando na USP.




Vamos avançar 70 anos e perceber ainda como a questão missionária se estende estruturalmente pela história – seguindo a análise do próprio Braudel. Hoje mesmo pude conversar com uma amiga filiada a um Partido Político, que está de mudança de Petrópolis para Cuiabá. Sua “missão” será reestruturar o Partido na cidade. Ela deixará emprego, estudo e família para se entregar de corpo e alma à “evangelização política” dos matogrossenses, claro, pautada num cargo na Prefeitura. Ao apresentar a ela minhas considerações sobre a perspectiva missionária de sua própria ação, ela riu e impressionou-se, dizendo que “não era bem assim”. Pode não ser para ela. Mas para a história é.




Mudam-se os anéis, ficam os dedos – as falhas da estratégia missionária cristã na história do século XVI (católica) e XIX (Protestante) são falhas estruturais do ser humano. De toda sorte, é preciso analisar os motivos que impulsionam o ser humano: entre a palavra de Deus, a civilização e raça européia, a Escola dos Annales e um Partido Político, qual motivo é mais nobre? Parece que a resposta é evidente. Por outro lado, é interessante perceber que o primeiro tipo de missão, a cristã, é a única que permanece viva até hoje, apesar de ser, das quatro apresentadas, a mais antiga, embora deva se reconhecer que houve uma série de mudanças na sua estrutura. É preciso reconhecer o upgrade não só religioso, mas também social que as missões da Amazônia trazem àquela população abandonada pelo poder público. É preciso levar em conta que além da cristianização de povos, as missões cristãs aumentam o nível de alfabetização das periferias, reduzem índices de desnutrição e ampliam a consciência das comunidades do interior.

Façam, suas apostas. Mas entre Braudel e Cristo, eu acho o rapaz do Corcovado mais inteligente e simpático.

COLUNISTA CONVIDADO...


Ao agradecer ao Professor Eraldo Maia os elogios ao nosso Blog - que agora conta com mais dois lunáticos leitores fiéis: o referido professor e o Cardeal Dom Octávio Perelló - este espaço publica seu texto sobre as eleições municipais em Arraial do Cabo. Agradecemos a força!



Ação Correta
Eraldo Maia*



.....Foi na terça-feira, dia sete de outubro, dois dias após as eleições municipais. Nesse dia, subi o morro da Cabocla à procura de um jovem cujo apelido é Neném. E por que o fiz? Por que o jovem, candidato a vereador pelo PV, conseguira eleger-se com 301 votos, sem comprar um sequer, sem transferir um só título de eleitor fraudulentamente, sem trair o candidato a prefeito de sua coligação. Eu queria cumprimentá-lo por isso......


Antes de subir, indaguei de uma pessoa se sabia onde Neném morava. Ela informou-me, e iniciei minha solitária caminhada. Na altura da escola municipal, busquei outras informações, até chegar à casa do rapaz. Surpresa. Ele não estava em casa, estava trabalhando. Sim, trabalhando, colocando um ponto de luz lá no alto de morro. Andei mais, subi mais, com o coração transbordante de alegria, querendo encontrá-lo para congratular-me com ele......


Finalmente, encontrei-o. Lá estava ele em sua missão de servir. Chamei-o, identifiquei-me, apertei-lhe a mão, dei-lhe um caloroso abraço e disse-lhe que ficara feliz por sua vitória. Já que não era apenas sua a vitória, mas de uma comunidade com tantos problemas, que agora tem um seu representante no legislativo municipal. E, além de ser a vitória de uma comunidade, era a vitória contra o poder econômico, a vitória da honradez, da decência, da dignidade, da integridade de caráter. Era a vitória dos valores morais......


Trezentos e um votos conquistados pelo reconhecimento do trabalho comunitário que Neném realiza no morro da Cabocla, contando com o apoio dos moradores da localidade.Dei-lhe uns conselhos, do alto dos meus sesenta e dois anos. Alertei-o para o fato de que, na Câmara Municipal, ele certamente será tentado. Procurarão seduzi-lo com a força destruidora do dinheiro corruptor. Disse-lhe que permanecesse firme no caminho correto, no caminho da Luz......


Neném me parece uma pessoa de personalidade forte e muito bem forjada. Uma pessoa de bem. Esforçado, trabalhador, estudioso (fez o curso superior de Fisioterapia), sua eleição me enche de esperança......


Meu filho mais velho, em tom de brincadeira carinhosa, costuma dizer-me que sou o último romântico existente na face da Terra. Porque eu creio num mundo diferente, em que os governados escolherão seus governantes livremente, de maneira absolutamente correta, sem aliciamento do eleitor, sem estratagemas, sem espertezas, sem expedientes anti-éticos......


Trezentos e um votos, e Neném não pagou a eleitor algum. Então, lembro-me do já distante ano 2000, em que, tendo participado ativamente da campanha de um amigo meu a vereador, gravei, após as eleições, um texto de agradecimento pela confiança dos eleitores no candidato que eu apoiara. Nessa gravação, eu dizia com gosto: "Trezentos votos! Nenhum comprado!"......


É belo que não se admita ganhar a qualquer preço. É belo que o limite para alcançarmos nossos objetivos seja agir corretamente, pois praticar a ação correta é a maior de todas as vitórias.Por isso, especialmente por isso, fuir levar contente o meu abraço ao jovem Neném da Cabocla. Que Deus o ilumine incessantemente, para que ele nunca saia dos limites da ação correta.

*Eraldo Maia é professor de Língua Portuguesa na Ferlagos

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

ARTIGO...

RESOLVI FALAR!


Já se passaram exatos dez dias das eleições, e meus 19 leitores – com a nova e forte aderência de um primo distante de Italva – já me cobram incessantemente uma análise sobre o recente pleito. Tenho que começar me justificando. Há os que publicaram textos nos dias seguintes aos resultados, a fim de garantir seu pedaço de bolo governamental. Há, ao contrário, os que publicaram textos vociferantes, denunciando teorias conspiratórias e apocalípticas eleitorais. Eu não. Fiquei quietinho em meu eremitério etílico, locado em frente /á minha morada, enquanto apenas ouvia, ouvia e ouvia – vez em quando escutava. Então, resolvi falar.

Minha espera se deu por prudência. Para quê comentar no calor da hora, no auge da emoção e das paixões políticas, correndo o risco de emitir pareceres incoerentes? Então chegou a hora. Quero começar então pelos textos e anúncios publicados em sequência da vitória de Marquinho – a enxurrada de empreiteiras manifestando os parabéns parece emblemática, evidenciando prática já rotineira nos últimos governos. Sem falsos moralismos, mas convenhamos – é interessante como a rede de relações empreiteiras-governo se manifesta tão inocentemente na imprensa, e o povo, mais que inocentemente, nem se percebe, ou se percebe, entende como natural.

Aliás a naturalidade do que não é politicamente natural vem dando a tônica dos últimos acontecimentos: voltando à metade do atual Governo de Marquinho, lembremos da discussão sobre a demissão dos contratados do grupo político de Alair Corrêa. De um lado, os que chiavam contra tais demissões; de outro, os que apoiavam a idéia. Ninguém, porém, discutia o fato de ambos contratarem pessoas pelo fato de serem membros de seus grupos políticos, sem levar em conta a capacitação profissional. Foi exatamente o que Marquinho manteve em sua recente coletiva: disse que “fará justiça”, pois, ao ter de escolher entre contratar um membro de seu grupo político ou um cidadão que apoiou outro candidato, não duvidará em escolher aquele, o que gerou aplausos nos sub-secretários de comunicação presentes, digo, nos jornalistas cabo-frienses presentes. Não dever-se-ia levar em conta no momento de contratar, ao contrário, a capacitação profissional? Ou o fato de ter apoiado o prefeito na campanha faz de um cidadão melhor professor do que ouitro? Sem falsos moralismos novamente, mas convenhamos: deslocaram a discussão profissional para a discussão política e ninguém percebeu. Não faz mal abrigar nas asas do poder aqueles que nos apoiaram, é até justo. Desde que saibam o que fazem em suas profissões, para não corrermos o risco de sermos atendidos nos hospitais por ótimos estrategistas políticos e péssimos enfermeiros.

Outra discussão deslocada foi a da imprensa, quando o sagaz jornalista levanta-se durante a coletiva e pergunta: “Marquinho, muitos jornais da cidade ajudaram você durante a campanha. Você vai continuar ajudando esses jornais?” A pergunta foi a típica confissão de que grande parte da imprensa de Cabo Frio funciona apenas como braço da Secretaria de Comunicação, e seus donos, meros sub-secretários de Governo. E ninguém percebeu. De novo, sem falsos moralismos, mas assumir publicamente a submissão do papel de jornalista ao Governo, no mínimo, é falta de hombridade. Prefiro o Editorial do Tomás sobre o adversário do Prefeito nas eleições e alguns comentários de Moacir Cabral sobre a Coletiva do Prefeito, embora veja no rapaz de São Fidélis certas intenções ocultas nos comentários. Mas isso é outra história.




O fato é que, na imprensa de Cabo Frio, todo mundo é de alguém, e parece que, depois da coletiva, todo mundo é do Prefeito, menos o Lagos Jornal. Dá pra dizer que, com ressalvas, apenas a Folha dos Lagos pode hoje cantar como os Tribalistas: “eu sou de ninguém”. Mas, quem sabe, queira dizer na verdade “eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”? Pode ser...
Voltemos agora ao dia 05 de outubro. Há as discussões e denúncias acerca da legalidade das eleições, quanto a impugnação de urnas, troca das fotos nas mesmas, transportes destas pela guarda municipal, supervisores do TRE que trabalharam nas eleições, mas que possuem contratos na Prefeitura, entre outros fatos. De qualquer forma, estão sendo estas denúncias apuradas, nas mãos da Promotora Isabella Padilha, que vem fazendo um grande trabalho desde o período pré-eleitoral, com lisura, independência e seriedade.

Cabe a nós acompanharmos as notícias sobre esses procedimentos judiciais e fiscalizarmos o andamento deles. Eu, particularmente, continuo desconfiando de passeatas e manifestações que explodem nesse caso, mas não explodiram nos aumentos de passagens da salineira, na aprovação da Taxa de Iluminação Pública, entre outros fatos que ocorreram em nossa cidade. De toda sorte, a vitória de 13.000 votos de diferença é incontestável. Quantas urnas precisariam ser fraudadas para suprir isso? Este meu argumento, porém, não justifica possíveis fraudes – com prudência, portanto, aguardemos a justiça, mas novamente, deixemos de lado os falsos moralismos – riram de quem protestava durante 12 anos e agora resolvem protestar? Quem pariu Mateus que o crie!

Por outro lado, embora a vitória seja (quase) incontestável, não precisava puxar tanto o saco. Nos dias seguintes à eleição, quantos textos bonitos na rádio e no jornal foram apresentados! Ademilton Ferreira, assim que o resultado das urnas apareceu, emitiu um emotivo discurso, como se o Governo Marquinho não tivesse defeitos, constituindo quase uma Teocracia. A tradução do discurso parece ser assim: “mantenha-me na rádio, mantenha patrocínios, não me faça mal, etc., etc.”. Textos denotando a “campanha perfeita” do Prefeito cheiram ao mesmo recado de pedido de apoio, assemelhando o Governo de Marquinho ao Reino do Monarca Filósofo, desejado por Platão. O céu parece mais próximo do que pensávamos por meio desses textos e, quem sabe, até a Fé precise ser abolida, diante de tão celestes elogios políticos, às vezes, emitidos por pessoas que até então se diziam agnósticas ou atéias, mas que a partir de 06 de outubro assumiram sua fé inabalável na Santa Fatia da Torta do Poder, por meio da Oração “também quero meu pedacinho. Amém.”

Não podemos esquecer que esta foi uma eleição diferente, com forte tendência jurisdicional. Carlindo, como Prefeito em São Pedro, e Silas, como Vereador e Cabo Frio, só assumiram no tapetão, embora suas pendências judiciais tenham pesos bem diferentes, com mais leveza para a questão de Silas, tecnicamente mais simples. É uma tendência boa, que pode se estender daqui pra frente.

Quanto ao futuro, podemos vislumbrar que tivemos quatro grupos políticos presentes durante as eleições: o de Marquinho, de Alair, de Paulo César e de Jânio. O PSOL permanece como Partido nascente a nível municipal, mas só depende dele agregar-se para se fazer grupo político com força e boa imagem de ascensão em Cabo Frio. Discordando da reflexão do Professor Chicão, entendo que politicamente saem derrotados Paulo César e Alair, o primeiro porque desceu do teto e o segundo porque bateu no teto. Ambos tiveram suas imagens desgastadas, embora em proporções bem diferentes.

Jânio entrou na primeira eleição com um quadro político desfavorável e uma candidatura arriscada, mas sai com um resultado inesperado: seu nome caiu na boca do povo, ou pelo menos, de parte dele. Apesar da margem discreta de votos, deve levar-se em conta a polarização, que prejudica não só ao candidato pedetista mas também a Paulo César e Cláudio Leitão. De qualquer forma, depende agora ao grupo PDT/PV trabalhar para agregar novos aliados, ampliar o grupo e as alianças e modelar o discurso, quem sabe num tom mais propositivo, como tentou a terceira via européia. Diga-se de passagem, porém, que esse caminho não deu certo por lá, seja com Lionel Jospin na França ou Blair na Inglaterra, claro que por motivos diferentes. Um novo caminho foi tentado com Segolene Royal, mas também não foi vitorioso – esta associou uma boa imagem com o discurso socialista moderado e fez nome no País, apesar da derrota. De qualquer forma, o ideal seria um discurso que apresentasse um novo modelo de cidade, algo como “olha, não achamos que você do Governo é um monstro; a gente só pensa diferente”. Esse parece ser o caminho, um enfrentamento por cima, de nariz empinado, para que o confronto seja entre iguais, ou ao menos, parecidos.

A tendência agora é que o grupo de Paulo César una-se ao de Alair. Aliás, é o que mais se escuta na cidade e, ao meu ver, traduz-se na única possibilidade de um boom para ambos. Teríamos assim um quadro político mais coerente, se inseríssemos ainda uma aproximação entre PSOL e PDT. Dessa forma, haveria o grupo do Governo; o Grupo de Alair com Paulo César; e o grupo do PDT com o PSOL. Isso se traduziria, pois, em algo como “centro x direita x esquerda” ou ainda “moderados x conservadores x libertários”. De fato, haveria um mapa político mais claro, pelo menos em termos. Não sei se este é o caminho que eu quero ver ou o caminho que eu vejo. De toda sorte, o enxergo.








Muita gente tem me perguntado sobre a nova Câmara Municipal de Cabo Frio. Sempre respondo que, neste âmbito é difícil estabelecer previsões - ela me aparece como misteriosa. Fica difícil prever o que os novos Vereadores farão em consonância com os antigos. À primeira vista, parece-me evidenciar que a nova composição do Legislativo apresenta uma analogia à análise que o Professor Paulo Cotias fez acerca do voto ideológico em recente artigo na Folha dos Lagos – parece-me o fim do Vereador ideológico, pelo menos até 2012. Não determino que isso seja bom ou ruim, nem determino que não haja Vereadores ideológicos na nova composição, posto que muitos dos novos não conheço, e alguns antigos podem surpreeender – tudo na política é possível, ainda que improvável.

O fato é que, se conheço meu povo, alguns muitos sentirão falta dessa emblemática figura que é o Vereador ideológico, e isso pode surtir efeitos em 2012, já que amamos e desejamos sempre aquilo que não temos, ensina-nos Nietzsche. Uma Câmara que pode vir a ser orgânica, quase uma Secretaria do Poder Executivo, pode trazer novos anseios – ou ressuscitar antigos desejos – marcando saudades ideológicas em parte da população, com os suspiros de “ai, como era bom!” Isso, claro, se a nova Câmara de fato vier a se configurar dessa forma submissa, o que é possível, mas não exato – só o tempo e os Vereadores irão nos dizer e mostrar.

Eleitoralmente falando, Silas Bento e Alfredo Gonçalves saem fortalecidos, embora os últimos Vereadores mais votados não tenham bebido tanto de seu sucesso eleitoral nos anos seguintes. Taylor e Marcello Corrêa, enquanto eleitos pelo grupo de Alair, provavelmente seguirão uma linha oposicionista branda, votando com o Governo em determinadas matérias, inclusive na maioria delas, embora isso não seja totalmente exato, pois é possível ainda que Alair consiga orientar e manter ambos sob suas asas, a fim de doutriná-los a fazer uma oposição bastante incômoda em relação ao Governo. Porém, acho esta segunda linha muito pouco provável. Em resumo: quanto ao Legislativo, é muito difícil fazer previsões.

Finalizando, não podemos nos furtar de analisar o Governo Marquinho, e quer tentar aqui fazê-lo da maneira mais prudente possível, embora a imparcialidade não seja meu forte, nem o forte da minha raça, a tal de Homo Sapiens.

Atribulado, na metade do caminho com o rompimento com o grupo e Alair, e no começo, com as contas deixadas por ele, o Governo Marquinho parecia catastrófico e, pra dizer a verdade, só reverteu essa imagem – ou a amenizou – a partir do programa de passagem a um real, num movimento de tentativa de ressurreição de imagem, que se estendeu pela campanha eleitoral. De fato, deve se lembrar que o principal escalão do atual Governo é composto pelo que podemos chamar de “ala moderada” do PDT, oposição ao modelo de Governo de Alair Corrêa. Essa moderação foi decisiva para que Marquinho, ao romper com Alair, agregasse novos soldados para o grupo, tornando-o mais amplo. Ao investir onde Alair esquecera, especialmente nas Associações de Moradores e Grêmios Estudantis, agregando politica e economicamente esses seguimentos em seu Governo, Marquinho seguiu o que Lula fez com os Sindicatos, e ampliou ainda mais o apoio. Se o voto em Alair se fundava na gratidão pelo favor pessoal e particular, a gratidão a Marquinho se dá também – mas não só – pelo favor comunitário, a ajuda social e grupal.

De toda sorte, não dá pra dizer que o Governo de Alair e o Governo de Marquinho são opostos. Dá pra dizer que um investiu no que o outro esqueceu, que o diga o Segundo Distrito, onde as ações de Marquinho não foram o New Deal que seus partidários e amigos pregam, especialmente com a maquiagem eleitoral dos asfaltos, do Banco do Brasil no trailler improvisado e numa agência de Correios. Mesmo assim, foi mais do que fez Alair, e isso encheu olhos em Tamoios. Dá pra dizer que, aliado a isso, Marquinho teve ainda o apoio da rejeição a Alair, com uma grande margem de votos úteis, dos que viram em Marquinho uma opção possível para eliminar Alair. Dá pra dizer também que, em alguns fatores, Alair e Marquinho pensam com estilos diferentes, como na questão turística: Alair pensa no turismo de massas; Marquinho, no chamado turismo de qualidade, ainda que este termo seja impreciso e péssimo, socialmente falando. Mas não dá pra dizer que os métodos dos dois são diferentes, nem o modelo de Governo, mas sim o estilo de Governo – e há uma diferença bem grande entre esses dois conceitos na teoria política – modelo e estilo.








Nesse sentido, Marquinho possui a possibilidade de fazer um Governo menos atribulado que o primeiro: agregou mais pessoas e consolidou liderança com os 13.000 votos de diferença. Isso só, porém, não garante sucesso: tudo vai depender de sua equipe e da manutenção de sua imagem, que corre risco de cansar se não for bem trabalhada, mas corre o risco de ascender também.
Portanto, há uma semelhança entre Marquinho e Alair, que não é tão grande como pregam alguns, ao ponto de gerar uma identidade entre os dois, mas não é, por outro lado, inexistente, como ambos os grupos pregam, na tentativa de apresentar os dois políticos como opostos plenamente. Há um mesmo fundamento de modelo, com estilos e abordagens diferentes, aliás, bem diferentes, com vantagem para Marquinho, que optou pela amplitude e pela tática de não bater nos adversários, seja no Governo ou na campanha eleitoral, mais por uma deficiência política – o que ficou claríssimo na atuação do Prefeito no debate da Inter TV – do que por uma estratégia de vanguarda política, como o grupo do Governo tem pregado, quase numa cópia da estratégia do “Lula paz e amor”, de 2002.

É nessa semelhança que está o caminho para a possibilidade de um novo momento da política cabo-friense, que pode explodir daqui a quatro ou oito anos. Tudo depende de aproveitar bem as semelhanças entre os dois, para traçar um novo modelo a propôr para a cidade. Em seguida, é preciso agregar pessoas em torno desse novo modelo, oferecendo propostas setorizadas para abarcar todos os tipos de cidadãos. Em seguida, é preciso fazer nascer um nome e criar – ou apenas manifestar para a realidade – uma imagem que lidere essa nova proposta. E pronto: surge um adversário para ambos, quiçá novos adversários para a sucessão legislativa. A tarefa não é difícil, mas precisa obedecer três regras: moderação política, trabalho antecipado e abertura para alianças e agregamento de pessoas.

É pagar pra ver. Resolvi falar. Agora chega. Há um Executivo e um Legislativo eleitos, e viva a democracia, que, na verdade, “é o pior dos regimes, com exceção de todos os outros (Winston Churchil)”.

ARTIGO...


GABEIRA É POSSÍVEL?
Publicado no Blog do Totonho em 17 de outubro de 2008 - www.jornalmomento.blig.ig.com.br



Sim – respondo ao enigmático título – sem dúvida, mas com alguns ajustes, tanto nele quanto na visão que há sobre ele, e devemos começar por esse segundo ponto: há uma visão apocalíptica sobre o Deputado do PV, quase uma teoria conspiratória. A idéia de que as pessoas mudam com o tempo – e como mudam, diria um ex-professor – não caiu nas graças do povo, da imprensa e da opinião pública. Por isso a Igreja Católica continua culpada pela inquisição de 500 anos atrás – embora, nesse caso, haja carência de uma reflexão mais profunda; por isso Lula continua sendo um analfabeto para quase todo mundo; por isso comunistas continuam sendo comedores de crianças e por isso todo o Pastor Evangélico e ladrão para grande parte do senso comum, como ocorre com a mesma impressão sobre os políticos.


O motivo é o mesmo: cria-se uma imagem, e essa imagem fixada sobre uma instituição ou uma pessoa se estende eternamente pela história em relação à opinião pública, ainda que o tempo passe e mude as coisas. É a teoria social dos rótulos – seja lá quem tenha criado isso. É o que acontece com o Gabeira: para muitos, o cara ainda continua sendo o maluquete de sunguinha de crochê e defensor da maconha de 40 (?) anos atrás. Essa noção popular me faz lembrar a recente entrevista da Revista Isto É com o antropólogo americano Charles Murray, onde este defende a idéia de que a presença de negros na população brasileira reduz o QI da nação. Essa teoria se funda na Antropologia norte-americana da década de 30, propensa entre os brasilianistas dos Estados Unidos. Apesar disso, Murray ainda a defende com unhas e dentes, 70 anos depois. Ao ler a entrevista, ri e lembrei do Gabeira. Aliás, lembrei do que falam do Gabeira, como se ele ainda fosse o homem da sunga de crochê de décadas atrás. É preciso combater os Murrays da política carioca, aqueles que se esquecem que a época dos bailes da corte e do ritual do beija-mão já passou, e mbora eles tenham parado nesta curva do tempo.


O fato é que Gabeira mudou. Hoje, representa algo diferente da esquerda libertária verde francesa que ecoava há quarenta anos: Gabeira tende ao centro-esquerda, se é que isso existe. O político verde hoje representa mais uma opção moderada ao Governo César Maia, embora tenha o apoio velado deste. Gabeira representa uma transição relativa em relação ao político democrata, o que talvez seja melhor do que a possibilidade da instauração de uma política fria e duque-caxiense na cidade do Rio.


Por outro lado, a política de Gabeira ainda é misteriosa – há quem trema com as possibilidades de seu secretariado. Isso porém pouco quer dizer em eleições cariocas, onde o simbólico vale muito e é possível a vitória de um candidato ideológico, o que não acontece em outras cidades do Estado. Guaradas as devidas minúcias, Gabeira é candidato ideológico, e Paes não. O Rio é capaz de decidir uma eleição pelo voto da classe média, e esta está 99% com Gabeira – isso será decisivo.


Paes é um conhecedor pragmático do Rio, ocupou cargos públicos na cidade e tem uma visão administrativa concreta da cidade. Isso é bom. Resta saber se é necessário. Ao meu ver, o Rio precisa de um Gabeira, embora tecnicamente fosse bom um Paes. O Rio precisa de um choque ideológico, mas não com a ideologia verde e fragmentada de décadas atrás, e sim através do ideário atual de Gabeira, que consegue equilibrar, por exemplo, um Gabinete Parlamentar com sérias prestações de contas, regidas por um membro do Instituto Transparência Brasil – o único do País? - ao lado de uma aliança até então impensável, entre PV e PSDB.


Gabeira caminha para o equilíbrio, e o Rio deve rumar neste mesmo empenho. A diferença é que o equilíbrio, nos dias retrógrados de hoje, para o Rio já é evolução; é vanguarda. César Maia vem da herança brizolista, perdida parcialmente em seus caminhos políticos. De toda sorte, não é dos piores, vide projetos como o Favela-Bairro, aliás, oriundo da política habitacional brizolista do Governo de 83-86. Falta a César muitas coisas mas demos a ele o que é dele, como defende o Cristo! Falta ao atual Prefeito uma visão mais humanitária, comunitária e modernizada, o que Gabeira tem. Quanto a Paes, não sei. Temo um Rio que se torne um gabinete administrativo.


O Rio tem problemas, mas ainda pode se dar ao luxo de ser um laboratório ideológico e cultural, ao mesmo tempo em que se manifeste como um Gabinete de combate ao crime e de promoção da participação popular. Arrisco-me a dizer que Gabeira pode criar isso. Paes não. Então Gabeira é possível. Vamos ver dia 26 se será também real.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

RESULTADO DA NOSSA ÚLTIMA ENQUETE!!



Durante cerca de 30 dias, nosso blog realizou uma pesquisa de opinião, encerrada no dia 03 de outubro, portanto, 2 dias antes das eleições, acerca dos programas de governo dos candidatos a Prefeito de Cabo Frio.


O interessante foi perceber que nossas enquetes anteriores não passaram de 30 participações, enquanto esta atingiu a marca magnânima, inenarrável e extraterrestre de 117 participações!! Como cada participante possuía o direito de votar quantas vezes desejasse, tivemos o impressionante número de 128 votos! Dessa forma, podemos concluir que nosso público aumentou quase cem vezes em 30 dias, já que até então tínhamos cerca de 17 leitores fiéis (contando meus parentes, alguns devedores e um amigo alcóolatra que forço a ler meu blog diariamente em troca de uma dose de campari).


Há porém uma outra possibilidade: a do nosso humilde blog ter se tornado pauta de reunião de campanha de algumas candidaturas à Prefeitura de Cabo Frio, o que fez os militantes acessarem nosso diário eletrônico a fim de trazer para a internet a disputa eleitoral. Fico imaginando os correligionários ligando-se por celulares e comunicando-se pelos MSN's da vida, computando, com veneno a escorrer pelos ávidos cantos de boca, os votos de seus candidatos, numa frenética disputa.


Claro que tudo pode ser ilusão de minha pobre cabeça, mas de qualquer forma, o fato é que fiquei feliz com os 117 participantes, que de qualquer forma trouxeram um apertado resultado para nossa enquete. Obrigado a todos que, mesmo que forçosa ou fantasmaticamente, participaram de nosso singelo pleito. A todos, bênçãos eleitorais...


QUAL CANDIDATO TEM APRESENTADO O MLEHOR PROGRAMA DE GOVERNO ATÉ AGORA?


Jânio----------------------------------------- 40 VOTOS
Marquinho----------------------------------- 36 VOTOS
Alair ----------------------------------------- 35 VOTOS
Paulo César ---------------------------------- 12 VOTOS
Cláudio Leitão -------------------------------- 5 VOTOS


Enquete realizada entre os dias 09 de setembro e 03 de outubro de 2008

Participantes: 117 pessoas - 128 votos



Em breve: reflexões sobre as eleições!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

RESULTADOS DAS ELEIÇÕES 2008



CABO FRIO

Votos -101.431

Eleitorado - 117.703

Seções - 331

Votos Válidos - 96.018

Apurado - 117.703

Totalizadas - 331

Nulos - 4.224

Não Apurado - 0

Não Totalizadas - 0

em Branco - 1.189

Comparecimento - 101.431



PREFEITO


45 - MARQUINHO MENDES
PTB / DEM / PT do B / PSC / PSB / PSDB / PP / PHS / PPS / PRB
VOTOS - 47.799
49,78% DE VOTOS VÁLIDOS

15 - ALAIR CORRÊA
PC do B / PSL / PSDC / PRP / PMDB / PMN
VOTOS - 34.627
36,06% DE VOTOS VÁLIDOS

22 - DOUTOR PAULO CÉSAR
PR / PTN / PTC
VOTOS - 7.798
8,12% DE VOTOS VÁLIDOS

12 - JANIO MENDES
PDT / PV
VOTOS - 5.099
5,31% DE VOTOS VÁLIDOS

50 - CLAUDIO LEITÃO
PSOL
VOTOS - 695
0,72% DE VOTOS VÁLIDOS




VEREADORES


23123 - DR. ALFREDO GONÇALVES
PTB / PPS
3.457

45649 - AIRES BESSA
PSDB / PRB
3.323

45651 - FERNANDO DO COMILÃO
PSDB / PRB
2.531

45645 - RUI MACHADO
PSDB / PRB
2.395

23029 - LUIS GERALDO
PTB / PPS
2.302

15145 - MARCELLO CORRÊA
PC do B / PMDB
1.809

11112 - ZÉ RICARDO
PP / PT do B
1.685

20200 - SILVAN ESCAPINI
DEM / PSC
1.622

15111 - DR TAYLOR
PC do B / PMDB
1.403

20654 - FABINHO DA SAÚDE
DEM / PSC
1.338

20608 - BRAZ ENFERMEIRO
DEM / PSC
1.293

11199 - ROGÉRIO DO LABORATÓRIO
PP / PT do B
1.082

OBS: O candidato Silas Bento (PSDB) teve 4.044 votos e aguarda recurso de processo na justiça eleitoral.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

PARABÉNS...


A você, jovem, que fez a sua parte, os meus parabéns pela sua coragem de caminhar pelas estradas da ética, da coerência, querendo o melhor para Cabo Frio. Não somos perfeitos, mas somos raros, porque escolhemos nossos ideais ao invés de interesses financeiros. Você tem futuro, mas acima de tudo, tem presente. Obrigado pela sua dignidade, estaremos juntos nas próximas lutas!

Um grande abraço,

Rafael Peçanha / / /