ESPECIAL ORÇAMENTO PARTICIPATIVO 2018

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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

MIGALHAS...


Assim como o Barrichello, parece que todos nós estávamos com saudades de uma rapidinha. Então, atendendo a pedidos, lá vão algumas...

* NOVA COLIGAÇÃO EM CABO FRIO - Depois do Grupo Político "Loucos por Cabo Frio" (Beleleco, Diana e cia.) despontar no já rachado cenário cabofrienses, surge a vez de uma nova composição tentar seu lugar ao sol: É a Coligação "SEM MEIAS PALAVRAS", orquestrada nos bastidores pelo repórter Givanildo Silveira.

* Seu candidato a Prefeito é Jeremias José, que inclusive já gravou vídeo de campanha, embora fora do prazo eleitoral, que o eleitor interessado pode conferir em http://br.youtube.com/watch?v=87xcp4FeQSI Vale a pena, o rapaz, tem presença política.

* O Vice já está confirmado: Será o não menos talentoso Josenildo Silva, mais conhecido como "Língua", cujo vídeo promocional de campanha também já se encontras disponível no Site da Coligação, em http://br.youtube.com/watch?v=rFIko3RlTJo Ambos possuem domicílio eleitoral e liderança comunitária no Bairro do Salgado, Caruaru-PE, mas já transferiram seu Título para Cabo Frio.

* A Coligação busca candidatos a Vereador. Quem se habilita?

COLUNA "JUVENTUDE TEM VOZ" - Todo sábado e domingo, no Jornal Domingos dos Lagos

juventudetemvoz@gmail.com__________________________________________________ Neste fim-de-semana estaremos publicando o artigo enviado para a Coluna "Juventude tem Voz" pelos alunos Rafael Carvalho e Andreza de Paula, do Colégio Rui Barbosa:

O Poder da Ação
Publicado no Jornal Domingo dos Lagos de 27 e 28 de outubro de 2007


A coluna dos dias 29 e 30 de setembro, onde nosso amigo Rafael Peçanha colocou a queda que o movimento jovem vem sofrendo fez com que pensássemos que vale à pena lutar por um ideal, visto que foi ressaltada a luta do Colégio Municipal Rui Barbosa. Semana passada, dias 6 e 7 de outubro, foi publicada a matéria “UVA: dando banana para a educação”. Esta coluna vem a ser uma continuação dessas outras duas citadas acima.A partir de uma junção das colunas anteriores, podemos chegar a uma conclusão: a falta de ação dos estudantes frente ao descaso que a educação sofre, leva as entidades educacionais a desrespeitarem o espaço dos estudantes e, muitas vezes, não “lapidarem” os valiosos diamantes existentes na cidade.Como exemplo desse desrespeito, vemos o passe-livre estudantil à beira de ser extinto, vemos mensalidades de universidades com preços altíssimos e estudantes sendo dependentes de Bolsas da prefeitura para cursarem uma faculdade.

Mas não basta apenas lutar por direitos da juventude. Nós jovens, temos que lutar também por saúde pública decente, passe-livre não somente para estudantes como também para idosos e deficientes.Fazendo jus ao nome da coluna (“Juventude tem Voz”), queremos conclamar a juventude cabo-friense a sair da inércia, se levantar, ir às ruas, mostrar sua força e lutar por seus direitos.Vale à pena lutarmos como os universitários fizeram ano passado. Lutar e ir às ruas como nós, do Colégio Municipal Rui Barbosa, fomos e conseguimos, por enquanto, assegurar o passe-livre sem limitações.

Não é direito nosso cobrar do governo municipal melhorias em condições de estudo e de vida, é dever nosso cobrar daqueles que elegemos para nos representar. Vale à pena, aproveitar o espaço para lembrar das Eleições 2008. Elejamos homens que realmente defenderão e lutarão pelos interesses do povo, inclusive e principalmente os direitos da juventude. Não nos deixando enganar por políticos hipócritas que prezam por enriquecimento pessoal ao invés de batalharem por aqueles que os elegeram, nós.

PRECISAMOS AGIR PARA QUE O SONHO NÃO VIRE UTOPIA!
(Rafael Carvalho e Andreza de Paula – Colégio Municipal Rui Barbosa)

Juventude, esse é o nosso espaço. Participe você também e dê eco à sua voz: Envie seu artigo ou opinião para
juventudetemvoz@gmail.com

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

ARTIGO...

Metafísica eleitoral: Ser ou não ser em 2008: eis a questão

Publicado no Blog do Totonho em 17.10.07

O estudo da filosofia eleva-nos a um conceito que nasce nas mais antigas reflexões pré-socráticas, com Parmênides e Cia. Grega LTDA., passando pelo grande Aristóteles e suas barbas à la José Bonifácio, encontrando berço em Tomás de Aquino e os Escolásticos, até ter tentativa de resgate em Hegel e Spinoza, vindo a supostamente falecer (seu corpo nunca foi encontrado) com Sartre e os Existencialistas: O SER.

Ser ou não ser: Eis a questão! A famosa máxima de Shakespeare parece ilustrar muito bem o problema que aqui se apresenta, isto é: Podemos dizer que somos algo? Há o verbo ser realmente ou tudo o que existe (inclusive nós) é apenas fenômeno concreto e sensível que aparece, sem possuir uma substância abstrata de onde nasça? A pergunta clássica ”de onde viemos” muda com a metafísica que cria pergunta “viemos de algum lugar?”

Popularizando: O que temos hoje é um esquecimento do SER (essência, sentido das coisas vinda de um plano superior e abstrato) e uma valorização do EXISTIR (as coisas concretas existem e pronto, não tem nenhum fundamento espiritual ou coisa do tipo).

Mas há uma esperança de ressurreição do Ser: Nossas belas campanhas eleitorais que, aliás, já começaram em Cabo Frio com uma antecedência olímpica, e de pré-campanhas não têm mais nada. O verbo SER é presente na maioria das propagandas, com uma abordagem mais que contemporânea: O SER NO TEMPO – “Em 2008, sou Marquinho”: Primeiro um conflito de identidade, pois se cada um que usa o adesivo é Marquinho, então não temos um Prefeito, mas uma Comissão de Gestores. Em segundo lugar, o engraçado é que aquele que usa o adesivo só é Marquinho em 2008, ou seja, o conflito identitário desses cidadãos tem data marcada também.

Mas há ainda outros casos: “Agora é Deco” – novamente um conflito de tempo em relação ao SER: Agora é o Deco, então antes e depois não é mais o Deco, ou seja: Ele pode ser antes da eleição, não ser na votação e voltar a ser na apuração, tudo depende do momento em que o eleitor disser “agora é Deco”. Complicada posição eleitoral...

Há outros casos mais complexos, com vários problemas afetivos envolvidos: Em Araruama lê-se “Sou Marquinhos do Posto, Sou Franciane”. Primeiro problema: Não se sabe quem é o candidato (Marquinhos ou Franciane?); segundo problema: Não se sabe a situação ou opção sexual do candidato(a); terceiro: O próprio candidato não sabe quem ele é na verdade, pois afirma ser duas pessoas ao mesmo tempo. Trata-se de um caso complexo de esquizofrenia eleitoral que nem o irmãozinho Ivo Saldanha poderia resolver.

Diante deste tragicômico quadro eleitoreiro, esqueçamos o que falei sobre ressuscitar o SER. Melhor deixa-lo mesmo morto, enterrado. Passo a defender seu esquecimento, como um convicto existencialista. Morte ao SER! Jamais usaremos novamente esse famigerado verbo, esse “é”, esse monstro da terceira pessoa do presente. “É. A gente não tem cara de panaca. A gente não tem jeito de babaca...”

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

COLUNA "JUVENTUDE TEM VOZ" - Todo sábado e domingo, no Jornal Domingos dos Lagos

UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA: DANDO BANANA PARA A EDUCAÇÃO
juventudetemvoz@gmail.com
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Publicado no Jornal Domingo dos Lagos de 06 e 07 de outubro de 2007
Publicado no Blog do Totonho (www.jornalmomento.blig.ig.com.br)

Longe do discurso de educação transformadora e muito mais próxima dos discursos da feira de domingo. Assim podemos definir a atual filosofia educacional da Universidade Veiga de Almeida e, em resumo, declarar com certeza: A UVA está dando banana para a educação.

Mês passado fui convidado a apresentar meu projeto de monografia em Congresso Internacional, a realizar-se a partir de amanhã, em Porto Alegre-RS (www.pucrs.br/ffch). Já que enviei o trabalho como aluno da UVA - Cabo Frio, seria natural que buscasse a mesma instituição para que ajudasse nas despesas, o que é prática comum em todas as Universidades (a Ferlagos fez isso mês passado). Ademais, o nome da instituição estaria sendo divulgado, mas qual não foi minha surpresa em ouvir de um membro da Instituição que “Não há chances, pois a UVA não ajuda nem professores em Congressos, quanto mais alunos”. Imediatamente mandei e-mails para a Reitoria da UVA, bem como uma carta, insistindo na questão por não acreditar em tal descaso. Não obtive resposta.

O que se discute aqui, caros leitores não é a questão financeira. A questão é a justiça. O que se discute aqui não é o fato de não ter meu trabalho apoiado pela Instituição. É o fato de NENHUM aluno e NENHUM professor obter tal apoio. O que revolta é o fato dessa atitude de incentivo à evolução intelectual não fazer parte da Filosofia Educacional da Universidade. Uma Universidade que obriga os alunos a cursarem a matéria “empreendendorismo” não tem visão empreendedora, pois boa margem de lucro publicitário poderia brotar com o patrocínio de alunos e professores congressistas. Será que faltam verbas? A UVA cobra estacionamento dos alunos, tem uma das mensalidades mais caras da cidade e ainda possui Projeto de Lei que a declara de Utilidade Pública Municipal tramitando na Câmara Municipal de Cabo Frio, o que, sendo aprovado, isenta a Instituição de impostos municipais. Não falta dinheiro: Falta ética, sobra veneração ao lucro. E que se danem professores e alunos, o importante é receber mensalidade, pagar salários e emitir diplomas (pagando taxa à parte por tal serviço, claro). E banana para a educação.

Dito isso pacientes e jovens leitores, amanhã embarco para o Congresso, sob protesto, declarando que usarei os primeiros minutos de minha comunicação para salientar que ali estou sem ter ajuda nenhuma da minha Instituição de Ensino. Iniciarei apresentando à comunidade acadêmica ali presente um retrato daquilo que não deve ser seguido: A filosofia educacional da UVA, que, se existe, é na verdade uma gorda contribuição na lenta morte educacional do nosso País. Banana para a UVA – Cabo Frio, porque a UVA dá banana para a educação.

Rafael Peçanha de Moura
Aluno do curso de História da UVA – Cabo Frio

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

ARTIGO...

TROPA DE ELITE
Publicado no Jornal "Folha da Cidade", edição da 1a quinzena de outubro
"Nas escolas, nas ruas, campos, construções”, em cada esquina da cidade não se fala de outra coisa: O filme TROPA DE ELITE, que, pirateado muito antes de seu lançamento, é como as previsões da Mãe Dinah: Faz a gente saber de uma coisa que ainda não aconteceu, mesmo que ela vá acontecer de uma maneira diferente da que a gente soube.

Enquanto no Rio a repressão anda a meia-bomba, aqui a liberdade do informal está à bomba inteira: A feira de domingo em Cabo Frio estampa por todos os lados cópias inúmeras do filme, com diversidade criativa de capas, do vendedor de tapioca ao verdureiro.

Há de se fazer justiça: O filme é estupendo na qualidade e, além do mais, nós, o povo, somos seus inspiradores. Seria muita sacanagem com o moleque da favela obrigá-lo a comprar um DVD de 30 pratas ou pagar um cinema pra ver um filme que, se não fosse ele, nunca teria existido: As comunidades de periferia são os verdadeiros roteiristas desse DVD. Além do mais, o tráfico na favela é ilegalidade do comércio, enquanto o BOPE e seus métodos são a ilegalidade da ação policial. Reprimir a ilegalidade, a pirataria do filme, numa produção que fala sobre a ilegalidade de uma sociedade, parece ser uma hipocrisia dessa nossa sociedade mais que ilegal, com esse nosso Congresso mais do que pirata e nossas autoridades que mais parecem cópias de fundo de quintal.

O filme tenta ser parcial mas o povo não: Os heróis acabam sendo os “caveiras” do BOPE e a criançada não pára de imitar as cenas do Capitão Nascimento pelas ruas da cidade. Os métodos de repressão violenta do Batalhão viraram assunto nos bares; o “desiste 01!” do curso para a corporação virou grito de torcida. Professores da cidade vêm estudando a possibilidade de aplicar o método da granada do curso do BOPE em suas salas de aula... não há como fugir da certeza de que cada grupo cria seus heróis: “Quase Dois Irmãos” e “Cidade de Deus” manifestam exatamente como o tráfico e as favelas fabricam seus líderes carismáticos, ao passo de que “Tropa de Elite” mostra a criação dos líderes do lado policial. Os métodos são os mesmos, semelhantes ao Integralismo dos Camisas-Verdes: Símbolos próprios (o sigma dos integralistas; as siglas das facções; a caveira do BOPE); gritos de guerra (o anauê dos integralistas; o “é nós”/ “é a gente” das facções; o “caveira” do BOPE); e principalmente a fixação nas mentes dos membros de que aquele grupo é superior.

Mas a pergunta acaba sendo: De que lado queremos ficar ? Quem são nossos heróis ?

Talvez não queiramos heróis. Talvez só queiramos paz. Não aquela paz das passeatas que dizem “CANSEI” ou aquela paz das camisas brancas e bandeiras nas janelas. Nem BOPE nem tráfico. Talvez nós queiramos mesmo deitar no sofá e assistir filmes e o Jornal Nacional, para no dia seguinte voltarmos ao trabalho tranqüilamente. Talvez nós queiramos discutir o assunto nos bares e retornarmos aos nossos lares sem preocupações. Talvez seja melhor assim: A gente põe uma camisa branca, vai pra rua e fala que cansou, aí a consciência fica tranqüila. Depois, é só deixar o Governo cuidar disso, afinal, eles têm feito isso muito bem. Domingo a gente vai pra Igreja, reza pela paz no mundo e depois vai pro churrasco. É só esperar que a paz chega. Mesmo que a gente não tenha a mínima noção do que ela seja. Mesmo que a gente não tenha a mínima vontade de fazer com que ela apareça.